|
|||
|
Por Carlos Alberto Alves e Silva Não podemos negar o quanto a relação com o outro nos afeta. As relações humanas são marcadas consciente e inconscientemente, entretanto muitas vezes não nos damos conta o que determinados sentimentos nos provocam e nossa postura diante deles. Shakespeare teve o dom de nomear e expressar nossos sentimentos com muita destreza em suas 38 peças, 154 sonetos, 2 poemas e várias poesias e não me parece que o tempo tenha modificado nossos sentimentos da forma com que ele descreveu no século XVI. Nossos sentimentos se mostram sempre ambivalentes: Amor, Ódio, Compaixão, Agressividade, Entusiasmo, Timidez, Alegria, Tristeza, Altruísmo, Ambição, Generosidade, Avareza, Humildade, Vaidade, Inveja…. Leia o artigo completo Vítimas do próprio mal! Ressentimento A saudade, um sentimento tão legitimo quanto todos os nossos sentimentos, é mágica por nos possibilitar um movimento no tempo e no espaço. É mais do que sentir falta de algo ou de alguém. É um sentimento que nos toma de tal forma para nos transportar para perto de alguém ou algum lugar. Basta sentir o cheiro ou o gosto para que submerja das profundezas do inconsciente uma lembrança que nos envolve. Quem durante uma viajem nunca olhou para algo que lembrasse de alguém, excedeu no número de fotos para poder ser fiel ao registrar um lugar ou na tentativa de congelar uma experiência, pensando em alguém. Quem nunca chorou ao ler uma carta ou cartão postal de emoção? Pensamos, sentimos, escrevemos, produzimos e criamos ritos em tributos motivados a este sentimento que identificamos como saudades. Olhamos um livro sem lê-lo, abrimos um álbum de fotografia e nos fixamos em uma foto, seguramos um cartão de aniversário ou de natal por um tempo, preparamos um prato predileto ou organizamos aquela festa tradicional. Muitas vezes vestimos uma roupa fora de moda e que não nos serve mais, e mesmo assim não nos desfazemos dela por ela representar algo a mais. Vamos a igreja ou ao cemitério nos encontrar com alguém que não esta lá ou ficamos horas ouvindo canções de um cantor a quem nunca fomos apresentados mas que parece conhecer tantos nossos sentimento. Leia o artigo completo Uma dobra no tempo e no espaço
Outro dia escrevi sobre a agradável experiência de trazer a atmosfera do almoço de sexta-feira para as quartas-feiras (thanks god it’s Wednesday!). Hoje decidi partilhar uma outra experiência que me fez refletir sobre a frustração de almoçar sozinho mesmo na companhia de alguém. Uma amiga me ligou e me convidou para almoçar e seu entusiasmo me contagiou. Era uma quarta-feira e eu estava disposto a repetir meu “happy Wednesday”. Minha amiga insistiu muito para que eu fosse, dizendo que gostaria de me apresentar pessoas incríveis, animadas, que tinham tudo a ver comigo. Eu larguei tudo o que estava fazendo e fui ao grande encontro. Quando cheguei ao local pensei ter errado o restaurante, pois não os localizei no primeiro momento. Era um restaurante japonês com grandes divisórias entre as mesas que eram super, hiper baixas e todos nós, sentados quase no chão, com as pernas cruzadas ou entrelaçadas. Leia o artigo completo Fui almoçar com 2 blackberries e um estranho A comunicação através da moda vai além da criatividade, produção e comércio. O palco da moda tem sido cada vez mais usado como expressão social, política, econômica, cultural e ambiental. Bem como as manifestações culturais que são das mais diversas, podendo chegar ao confronto e violência, como presenciamos nas conquistas de territórios ou lutas por direitos humanos. Entretanto, manifestações que parecem mais leves e sutis podem afetar as pessoas na sua subjetividade das mais diversas maneiras e também são carregadas de símbolos. A semiótica estuda os modos como o homem dá significado ao que o rodeia e a definição da Wikipédia pode nos esclarecer ainda mais: “A Semiótica (do grego semeiotiké ou “a arte dos sinais”) é a ciência geral dos signos e da semiose que estuda todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas sígnicos, isto é, sistemas de significação. Ocupa-se do estudo do processo de representação, na natureza e na cultura do conceito ou da idéia. Leia o artigo completo A Identidade Masculina e o Retorno da Saia Tivemos um final de semana muito reflexivo e filosófico. “Ser ou não ser, eis a questão.” William Shakespeare (1554 – 1616). Não poderíamos deixar de prestigiar um dos mais importantes clássicos da literatura ocidental. Me refiro a tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca (interpretado brilhantemente por Wagner Moura), que certamente é uma das mais conhecidas obras de Shakespeare. A primeira versão escrita entre 1587 e 1589 se perdeu e a versão que chegou até nós foi publicada pela primeira vez em 1603. Leia o artigo completo Hamlet – Entre a Loucura e a Razão!!! Sabemos que muitas mulheres adoram usar salto alto e assistindo o filme “Sex and the City” confirmamos ainda mais a devoção das mulheres por sapatos. Entretanto, gostaria que cada um de vocês se imaginassem em um aeroporto esperando por seu vôo. O ambiente parece totalmente entediante, entretanto, se entre um vôo e outro você percebesse um burburinho e fosse checar. Qual seria a sua reação de ver um grande homem, com pernas cabeludas usando salto altos (high heels) e desfilando sobre azulejos retirados do teto de uma sala no aeroporto. A cena que parece surreal foi testemunhada por muitos através de câmeras de segurança que flagraram um ritual que se repetia de um cidadão inglês. Ele carregava seus sapatos femininos com saltos de invejar qualquer mulher e os usava para minutos de prazer sobre uma passarela imaginária da qual se utilizava a despeito dos que ali passavam, segundo o site da BBC Brasil. Parodiando uma cena de um programa infantil antigo – o “Vila Sésamo” – onde uma criança se debate para entender o que quer dizer “lá” e “aqui” no intuito de ter noção de espaço e lugar, eu escrevo esta reflexão. Na série que era uma espécie de Teletubbies, uma criança diz aos amigos: “Eu estou lá” e eles respondem: “Não, você está aqui”. A criança insiste e diz: “Mas eu quero estar lá” e todos o motivam a ir para lá. Estando longe dos amiguinhos, a criança novamente os pergunta: “E agora? Eu estou lá”. Todos respondem: “Não, você está aí”. No final, estando lá, ele diz: “Estou me sentindo tão sozinho!” E volta ao encontro de todos. Leia o artigo completo Eu estou “lá” ou eu estou “aqui”? O almoço corporativo tem um propósito comercial e formal. A companhia é variada e nem sempre você a conhece. Tendo em vista que você não somente representa sua corporação, mas também sua imagem como executivo, é importante que esteja impecavelmente vestido, digo ao menos adequado para a ocasião e para o lugar. Nestas ocasiões, o mais importante é seu cliente e a negociação em questão, mesmo que seja um almoço para reforçar seu relacionamento ou para prospectar futuras oportunidades, é interessante observar algumas dicas que deveriam ser incluídas na etiqueta para uma boa negociação. Leia o artigo completo Almoço Corporativo e Almoço Executivo
Freud depois de várias técnicas e práticas adotou a associação livre, sonho, chiste, atos falhos como sendo as principais vias que nos conduzem ao inconsciente através da fala. Na vida cotidiana vejo dois grandes desafios com relação a fala e o que é dito. O primeiro desafio é decifrar o que é dito considerando que as pessoas na contemporaneidade se tornaram muito visuais, em conseqüência o imaginário destas se apresentam muito diferente daqueles que lêem. Para os demasiado visuais a fantasia e realidade se misturam (como em um video-game) e a fala muitas vezes é prejudicada no que tange ao desenvolvimento do discurso e argumentação. O segundo desafio é o que mais me chamou atenção durantes estes dias: descobrir quem é o sujeito que fala e como fala e quem é aquele que escuta e como escuta. Assim como, muitas vezes escutamos o que não foi dito, também não sabemos o efeito do que falamos. Leia o artigo completo O Poder da Palavra – O que é dito não pode ser desdito |
|||
|
Copyright © 2010 Instituto Meridiano - All Rights Reserved |
|||
Artigos + Comentados