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	<title>Instituto Meridiano &#187; Psicanálise</title>
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		<title>Vítimas do próprio mal! Ressentimento</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 01:20:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Rita Kehl]]></category>
		<category><![CDATA[Melanie Klein]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>Por Carlos Alberto Alves e Silva</p>
<p>Não podemos negar o quanto a relação com o outro nos afeta. As relações humanas são marcadas consciente e inconscientemente, entretanto muitas vezes não nos damos conta o que determinados sentimentos nos provocam e nossa postura diante deles. Shakespeare teve o dom de nomear e expressar nossos sentimentos com muita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-82" title="ressentimento" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/03/ressentimento.jpg" alt="ressentimento" width="450" height="338" /></p>
<p>Por Carlos Alberto Alves e Silva</p>
<p>Não podemos negar o quanto a relação com o outro nos afeta. As relações humanas são marcadas consciente e inconscientemente, entretanto muitas vezes não nos damos conta o que determinados sentimentos nos provocam e nossa postura diante deles. Shakespeare teve o dom de nomear e expressar nossos sentimentos com muita destreza em suas 38 peças, 154 sonetos, 2 poemas e várias poesias e não me parece que o tempo tenha modificado nossos sentimentos da forma com que ele descreveu no século XVI. Nossos sentimentos se mostram sempre ambivalentes: Amor, Ódio, Compaixão, Agressividade, Entusiasmo, Timidez, Alegria, Tristeza, Altruísmo, Ambição, Generosidade, Avareza, Humildade, Vaidade, Inveja….<span id="more-10"></span></p>
<p>Mesmo diante de todos estes sentimentos e muitos outros que considero serem a maior expressão da natureza humana, o Ressentimento é algo que tem me chamado muito a atenção, na clínica e  nas minhas relações. Ressentimento não é sinônimo de raiva, arrependimento ou vingança, mas a impossibilidade de se esquecer ou superar um agravo.</p>
<p>Maria Rita Kehl, em seu livro &#8211; Ressentimento (Editora Casa do Psicólogo) escreve logo na introdução que <em>“ressentir-se significa atribuir a um outro a responsabilidade pelo que nos faz sofrer. Um outro a quem delegamos, em um momento anterior, o poder de decidir por nós, de modo a poder culpá-lo do que venha a fracassar”</em>. Neste caso, o ressentido estabelece uma servidão inconsciente, se demite subjetivamente e não se implica como sujeito do desejo.<br />
<img class="alignnone size-full wp-image-85" title="maria-rita-kehl1" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/03/maria-rita-kehl1.jpg" alt="maria-rita-kehl1" width="156" height="220" /><img class="alignnone size-full wp-image-86" title="ressentimento-livro1" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/03/ressentimento-livro1.jpg" alt="ressentimento-livro1" width="180" height="180" /></p>
<p><em>Maria Rita Kehl e seu livro &#8211; Ressentimento </em></p>
<p>A pessoa ressentida, ao se sentir ofendida, agredida, submetida ao outro, não se manifesta no ato, mas mantém a cena viva remoendo (ruminando) a ofensa repetitivamente. Maria Rita Kehl menciona que o <em>“ressentido <span style="text-decoration: underline;">não</span> é alguém incapaz de se esquecer ou de perdoar; é um que não quer se esquecer, ou que quer não se esquecer, não perdoar, não deixar barato o mal que o vitimou”.</em></p>
<p>É muito interessante o quanto a nossa psique nos rege e que não podemos garantir que uma criança se desenvolva subjetivamente de uma ou outra maneira mesmo que a mãe (pais) tome todas as medidas nos primeiros momentos da vida. O bebê, a criança e posteriormente o adulto podem ter vivido experiências subjetivas que o fizeram assimilar de maneira muito particular. Desta forma, muitas vezes quando fazemos o possível para proporcionar amor, apoio, ajudar  psicológica, financeira e emocionalmente ou de qualquer outra natureza pensando estar fazendo o melhor ao outro, na experiência de quem recebe tudo isso pode ser assimilado não com gratidão, mas sim, como uma dívida que deve ser paga. Cada ajuda adicional no decorrer da vida o faz sentir pior e mais endividado (mais empobrecido). É como se cada ato de afeto e ajuda faça com que aquele que recebe fique mais pobre, desta forma ao invés de demonstrar espontaneamente a gratidão, este se volta contra aquele que oferece algo com muita violência.</p>
<p>Melanie Klein em um de seus principais trabalhos psicanalíticos, Inveja e Gratidão, descreve de maneira clara os processos primitivos dos bebês. As emoções e ansiedades manifestas por mecanismos de projeção e introjeção na relação do seio bom e seio mal &#8211; amor, ódio, fantasias e defesas. Klein descreve as ansiedades persecutórias nos impulsos destrutivos dirigidos a pessoa amada (mãe), que posteriormente na posição depressiva aparece a culpa relativa à destruição dos objetos amados internos e externos. Eu penso que o ressentido fixado na posição esquizo-paranóide se ocupa de uma certa persecutoriedade, como se  houvesse uma conspiração contra si próprio que não o permitisse  sentir  o  amor do outro e  demonstrar  gratidão. Em sua vida mesmo adulta, vive uma reedição das cenas primitivas.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-87" title="melanie-klein" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/03/melanie-klein.jpg" alt="melanie-klein" width="212" height="296" /> <img class="alignnone size-full wp-image-88" title="imago_inveja_gratidao" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/03/imago_inveja_gratidao.jpg" alt="imago_inveja_gratidao" width="150" height="219" /></p>
<p><em>Melanie Klein e um de seus principais trabalhos psicanalíticos &#8211; Inveja e Gratidão</em></p>
<p>Um adulto que demonstra constantemente ressentimentos é como se fosse uma vítima e Maria Rita Kehl descreve muito bem os ganhos subjetivos deste. <em>“Talvez seja possível afirmar que o derrotado só se torna um ressentido quando ele deixa de se identificar como derrotado e passa a se identificar como vítima, sobretudo de vítima inocente de um vencedor que, nesses termos, passa a ocupar o lugar de culpado. É no lugar da vítima que se instala o ressentido, cujas queixas e acusações silenciosamente a um outro funcionam para reassegurar sua inocência e para manter sua passividade. A manutenção ativa do ressentimento faz par com a posição passiva que ele ocupa diante do Outro; com isso, a suposta vítima obtém o ganho secundário de desincumbir-se moralmente de qualquer responsabilidade pela situação que o ofendeu”</em>.</p>
<p>O ressentido se sente no direito de reclamar o tempo todo e se isenta de qualquer responsabilidade do que acontece na sua vida. Tudo de mal que acontece ou aconteceu na sua vida é de responsabilidade dos outros, por ter sido injustiçado ou por ter sido tratado de maneira desprivilegiada, desta forma, ao invés de tomar cabo de sua vida, se ocupa de uma vitimização pueril.</p>
<p>Maria Rita continua: <em>“O ressentimento seria, neste caso, o avesso do arrependimento; é uma cobrança indireta de um bem cedido ao outro por submissão ou covardia. Instalado no lugar de queixoso, o ressentido não se arrepende: acusa. Sua reivindicação não é clara: ele não luta para recuperar aquilo que cedeu e sim para que o outro reconheça o mal que lhe fez. No entanto, não espera obter reparação: o que ele quer é uma espécie de vingança. Uma vingança imaginária, escreve Nietzche. Uma vingança sempre adiada, que ele prefere gozar na fantasia a executar.</em></p>
<p>Acho particularmente esclarecedor quando ela diz que não devemos confundir o ressentimento com as expressões de mágoa e da raiva. A mágoa, como Kehl define, é a dor de uma ferida narcísica que ainda não deixou de sangrar. Desta forma o ressentido é aquele que renuncia a seu desejo em nome da submissão a um outro (identificado desde seu lugar do superego), mas depois vem cobrar, insistentemente, pelo desejo negado. Ele não se arrepende &#8211; ele acusa. “O vingativo que não e vinga, que espera ser ressarcido pela justiça divina sem se implicar com seu desejo de vingança está condenado ao ressentimento”.</p>
<p>Jurandir da Costa Freire, Psiquiatra e Psicanalista, em uma de suas palestras organizadas pelo CEP &#8211; Centro de Estudos Psicanalíticos, proferiu sobre o tema da pueridade, sintoma apresentado por pacientes não somente na sua clínica, mas também nas nossas,  cuja  pessoa  assume uma posição de vitima infantil frente as questões do mundo adulto. Acredito que ambos os temas ressentimento e pueridade  são  correlatos e podem ser abordados conjuntamente pela psicanálise, embora nem Freud nem seus seguidores abordaram como Maria Rita Kehl e Jurandir Freire. Sigmund Freud em Estudos sobre histeria (1893-1895)  nomina  ressentimento como “covardia moral” no caso “Miss Lucy R.”.</p>
<p>É muito difícil lidar com o ressentimento do outro, uma vez que este se mostra sempre ético, correto e legítimo na sua posição de vítima inocente de uma injustiça, uma ofensa, um complô a qual somos responsabilizados, entretanto o ressentido não pode ser ético e suas reclamações não podem ser legitimadas uma vez que ele se demite subjetivamente não se responsabilizando por suas escolhas. O ressentido sempre encontra uma forma de demonstrar que está coberto de razões através de suas desculpas verdadeiras e atrai simpatizantes por demonstrar uma superioridade moral inquestionável.</p>
<p>Todos nós ainda vamos nos sentir culpados diante do silêncio acusador dos ressentidos que nos rondam.</p>
<p>Quero encerrar este texto com uma música de Nelson Cavaquinho, Alcides Caminha e Guilherme de Brito que ouvi na voz de Beth Carvalho &#8211; A Flor e o Espinho.</p>
<p><em> </em></p>
<p><strong><em>A Flor e o Espinho</em></strong></p>
<p><em>Tire o seu sorriso do caminho</em><em><br />
</em><em>Que eu quero passar com a minha dor</em><em></em><br />
<em></em><em>Hoje pra você eu sou espinho</em><em><br />
</em><em>Espinho não machuca a flor</em><em><br />
</em><em>Eu só errei quando juntei minh’alma a sua</em><em><br />
</em><em>O sol não pode viver perto da lua</em><em></em></p>
<p><em></em><em>Tire o seu sorriso do caminho</em><em><br />
</em><em>Que eu quero passar com a minha dor</em><em></em></p>
<p><em></em><em>Hoje pra você eu sou espinho</em><em><br />
</em><em>Espinho não machuca a flor</em><em><br />
</em><em>Eu só errei quando juntei minh’alma a sua</em><em><br />
</em><em>O sol não pode viver perto da lua</em><em></em></p>
<p><em></em><em>E no espelho que eu vejo a minha magoa</em><em><br />
</em><em>E minha dor e os meus olhos rasos d’água</em><em></em></p>
<p><em></em><em>Eu na sua vida já fui uma flor</em><em><br />
</em><em>Hoje sou espinho em seu amor</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-14035" title="ressentimento" src="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2009/03/ressentimento.bmp" alt="ressentimento" /></p>
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		<title>A moda na contemporaneidade e o desejo de desejar</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 01:41:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[Contemporaneidade]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Moda]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>Tenho observado que os interesses dos estilistas nem sempre estão em sintonia com os dos consumidores, mesmo os mais descolados, de vanguarda, modernos.</p>
<p>Os consumidores demonstram interesse particular na utilização de um produto, que além de satisfazer uma necessidade aparente também comunique de maneira não verbal sua condição emocional, afetiva, socio-econômica-política e estética.</p>
<p>Por exemplo, uma pessoa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-141" title="desejo" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/04/desejo.jpg" alt="desejo" width="460" height="343" /></p>
<p>Tenho observado que os interesses dos estilistas nem sempre estão em sintonia com os dos consumidores, mesmo os mais descolados, de vanguarda, modernos.</p>
<p>Os consumidores demonstram interesse particular na utilização de um produto, que além de satisfazer uma necessidade aparente também comunique de maneira não verbal sua condição emocional, afetiva, socio-econômica-política e estética.<span id="more-24"></span></p>
<p>Por exemplo, uma pessoa que veste determinada roupa (sapato, bolsa, jeans, vestido,) ou usa determinados objetos (caneta, celular, carro) comunica consciente e inconscientemente, mais do que “um estar na moda”, seu estado de espírito &#8211; alegre, deprê, poderosa ou submissa, boa condição financeira, politicamente correta, ou simplesmente se esta de bem com sua estatura, peso, tempo e espaço. Seu gozo pode ser marcado quando seu objetivo – conscienciente ou inconsciente – é alcançado, afetando o outro: na sedução, submissão, admiração ou mesmo inveja.</p>
<p><img src="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/wp-content/plugins/hotlinked-image-cacher/upload/wp-content/uploads/2007/10/sem-tituloh.bmp" alt="sem-tituloh.bmp" /></p>
<p>Por outro lado, o interesse dos estilistas, entre outros profissionais da extensa cadeia da moda, é de saber o que circula no mercado e antever o que virá na próxima coleção: matéria-prima disponível, cartela de cores, tendência e anseios dos produtores e consumidores. Seu gozo não se limita em saber que sua coleção foi um sucesso nas passarelas, mas no demonstrar da criação do novo, inusitado e convertê-lo em conceito e finalmente em produto a ser consumido.</p>
<p>O estilista, portanto não pode ser aquele que consome o que está disponível (já é passado), mas sim aquele que já está consumindo o futuro, as idéias, o que está ainda no imaginário vanguardista e ainda será convertido em produto para completar o campo simbólico dos consumidores. Esta pode ser uma das razões da eterna ansiedade, marcada pela busca não de um produto de consumo, mas do desejo do outro.</p>
<p>Estas são duas faces de uma mesma moeda. E nunca a moda foi tão difundida entre todos os estratos e rodas sociais, profissionais e leigos de diferentes idades, etnias e culturas. A moda tangencia também saberes como psicologia, antropologia, sociologia, economia, filosofia e psicanálise.</p>
<p>A cadeia da moda tem uma extensão muito maior do que a criação, produção e venda. É fundamental considerar nesta cadeia, o processo de criação, tecnologia têxtil, processo de produção e o parque industrial, economia formal e informal (pirataria) e todos os mercados que derivam desta cadeia: editoriais, desfiles, fotografias, mídia (TV, Internet, Jornais, Revistas, etc), publicidade e propaganda, centro de distribuição (carro, caminhão, avião), canais de vendas (lojas, shopping center), centros da moda (NY, Paris, Milão, Tokyo), até o consumidor final.</p>
<p>Todo mundo quer estar na moda e de alguma forma está ligado a ela querendo ou não. É interessante que através da história da moda percebemos que não é um tema novo (vestir e consumir), então o que este tema apresenta de diferente na contemporaneidade? Esta é uma longa discussão que poderia ser tema de tese de mestrado e doutorado.</p>
<p>Estamos vivendo um mundo de abundância como nunca visto na história da humanidade. O que é produzido e desperdiçado é mais do que suficiente para atender as demandas dos seres humanos (não quero entrar em questões sócio-politica-econômicas), todos sabemos que enquanto uns passam necessidades básicas, outros esbanjam e desperdiçam, o que também faz parte do humano-tão-humano. O fato é que os estudos e pesquisas, tecnologias disponíveis e recursos financeiros disponibilizaram e possibilitaram o acesso de produtos a grande maioria da população. Desta forma, a preocupação das pessoas medianas extrapolam questões objetivas acerca da sobrevivência (comer, vestir, proteger-se) para além do consumo – aquilo que é subjetivo, o desejo.</p>
<p>A constituição subjetiva e inconsciente do sujeito é marcada pelo desejo de desejar, desta forma não há produto que vá satisfazer a um único ser. Ora desejo “isto” e acho que se o tiver serei eternamente feliz, até que quando realizo meu sonho de consumo e percebo que não basta, quero agora “aquilo” pois “aquilo” é o que vai me deixar eternamente feliz. E assim, sucessivamente, sem cessar. Desta forma, o que nos move não são os objetos e sim o desejo de desejar.</p>
<p>O trabalho dos profissionais de criação, incluindo o estilista é de manter esta cadeia desejante em movimento, não podendo fixar-se em um produto, mas na escuta do desejo do outro para transformá-lo em produto ou serviço.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-142" title="consumo" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/04/consumo.jpg" alt="consumo" width="387" height="315" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-144" title="carlosthumbnail1" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/04/carlosthumbnail1.jpg" alt="carlosthumbnail1" width="80" height="80" /></p>
<p>Artigo escrito por Carlos Alberto Alves e Silva. Psicanalista e economista, com pós-graduação em Administração pela USP e Marketing pela ESPM. Tem MBA em Gestão Internacional pela Thunderbird School of Global Management – Arizona – USA e formação nas áreas de Psicologia e Filosofia. email: carlos@imeridiano.com</p>
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