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	<title>Instituto Meridiano &#187; Comportamento</title>
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		<title>Uma dobra no tempo e no espaço</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 23:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Saudades]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>A saudade, um sentimento tão legitimo quanto todos os nossos sentimentos, é mágica por nos possibilitar um movimento no tempo e no espaço. É mais do que sentir falta de algo ou de alguém. É um sentimento que nos toma de tal forma para nos transportar para perto de alguém ou algum lugar. Basta sentir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="saudade" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/05/saudade.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-90" title="saudade" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/03/saudade.jpg" alt="saudade" width="300" height="450" /></a></p>
<p>A saudade, um sentimento tão legitimo quanto todos os nossos sentimentos, é mágica por nos possibilitar um movimento no tempo e no espaço. É mais do que sentir falta de algo ou de alguém. É um sentimento que nos toma de tal forma para nos transportar para perto de alguém ou algum lugar. Basta sentir o cheiro ou o gosto para que submerja das profundezas do inconsciente uma lembrança que nos envolve.</p>
<p>Quem durante uma viajem nunca olhou para algo que lembrasse de alguém, excedeu no número de fotos para poder ser fiel ao registrar um lugar ou na tentativa de congelar uma experiência, pensando em alguém. Quem nunca chorou ao ler uma carta ou cartão postal de emoção?</p>
<p>Pensamos, sentimos, escrevemos, produzimos e criamos ritos em tributos motivados a este sentimento que identificamos como saudades. Olhamos um livro sem lê-lo, abrimos um álbum de fotografia e nos fixamos em uma foto, seguramos um cartão de aniversário ou de natal por um tempo, preparamos um prato predileto ou organizamos aquela festa tradicional. Muitas vezes vestimos uma roupa fora de moda e que não nos serve mais, e mesmo assim não nos desfazemos dela por ela representar algo a mais. Vamos a igreja ou ao cemitério nos encontrar com alguém que não esta lá ou ficamos horas ouvindo canções de um cantor a quem nunca fomos apresentados mas que parece conhecer tantos nossos sentimento.<span id="more-76"></span></p>
<p>A moda nos traz registros marcados por um tempo e espaço, e podemos perceber as referências de determinada época nas criações atuais, como o retorno ao romântico, rippie chic, etc. A culinária, a poesia, as produções cinematográficas e os documentários também nos transportam fazendo transbordar tal sentimento. O que fazer quando alguém que amamos esta longe?</p>
<p>Ouvi uma expressão marcante da historiadora e poeta Ignez Pitta, antes de partir de São Paulo rumo a sua cidade natal, Barreiras, BA, localizada a quase dois mil quilômetros: “gostaria de fazer uma dobra para aproximar os lugares. Nem fui embora e já estou com saudades!!”. Eu posso imaginar quanta saudade sente uma mãe que mora em Barreiras, BA e tem filhos em Petrolina, PE e São Paulo, SP. Quando estamos em um lugar, sentimos saudades dos outros e assim se sucede.</p>
<p>O que fazer para aproximar o que está distante e experienciar algo que já foi. Sentimos saudades de nós mesmos, do tempo que passou e muitas vezes podemos antecipar a saudades de um lugar que não tivemos ou de alguém que amamos muito, que esta prestes a partir.</p>
<p>Uma dobra (ou prega) é usada para ajustar, aproximar &#8211; uma dobra na saia, na bainha, um plissado… Pensando nisto, e com saudades de muita gente, experiências e lugares, eu gostaria que fosse possível fazer uma dobra no tempo e no espaço para me aproximar do que me faz falta. Neste momento me dei conta de que o desejo de fazer uma dobra nada mais e do que sentir saudades.</p>
<p><a title="saudade1" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/05/saudade1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-91" title="saudade1" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/03/saudade1.jpg" alt="saudade1" width="365" height="348" /></a></p>
<p>Por Carlos Alberto Alves e Silva</p>
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		<title>Fui almoçar com 2 blackberries e um estranho</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 02:57:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[Winnicott]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>Outro dia escrevi sobre a agradável experiência de trazer a atmosfera do almoço de sexta-feira para as quartas-feiras (thanks god it’s Wednesday!). Hoje decidi partilhar uma outra experiência que  me fez refletir sobre a frustração de almoçar sozinho mesmo na companhia de alguém.</p>
<p>Uma amiga me ligou e me convidou para almoçar e seu entusiasmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="file:///Users/Carlos/Desktop/00three_blackberry_amigos.jpg" alt=""><img alt="" /><img class="alignnone size-full wp-image-63" title="3_blackberry_amigos2" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/03/3_blackberry_amigos2.jpg" alt="3_blackberry_amigos2" width="450" height="302" /></img></p>
<p>Outro dia escrevi sobre a agradável experiência de trazer a atmosfera do almoço de sexta-feira para as quartas-feiras (thanks god it’s Wednesday!). Hoje decidi partilhar uma outra experiência que  me fez refletir sobre a frustração de almoçar sozinho mesmo na companhia de alguém.</p>
<p>Uma amiga me ligou e me convidou para almoçar e seu entusiasmo me contagiou. Era uma quarta-feira e eu estava disposto a repetir meu “happy Wednesday”.</p>
<p>Minha amiga insistiu muito para que eu fosse, dizendo que gostaria de me apresentar pessoas incríveis, animadas, que tinham tudo a ver comigo. Eu larguei tudo o que estava fazendo e fui ao grande encontro. Quando cheguei ao local pensei ter errado o restaurante, pois não os localizei no primeiro momento. Era um restaurante japonês com grandes divisórias entre as mesas que eram super, hiper baixas e todos nós, sentados quase no chão, com as pernas cruzadas ou entrelaçadas.</p>
<p><span id="more-58"></span>Não parecia um ambiente muito animado, pois estavam em silêncio, mas cheguei com tamanha empolgação que pensei ter interrompido a concentração. Cumprimentei minha amiga e me apresentei aos demais. Não precisei perguntar qual era o assunto, pois não me pareceu ter alguma coisa relevante ou escrachada em discussão.</p>
<p>Estavam todos tão envolvidos com seus brinquedinhos – celulares e blackberries – que nem perceberam o que eu pedi para comer ou beber. Tentei propor um assunto para discussão, entretanto as respostas eram vagas e sempre interrompidas: “Sorry, mas esta ligação eu tenho que responder”; olhando para tela do blackberry um deles balbucia: “Eu já passei três mensagens e este povo não responde”; “Oi, como vai? Eu estou almoçando, mas logo retorno”.</p>
<p>Por alguns instantes pensei o que eu estava fazendo lá, mas decidi não me frustrar e observar o comportamento de cada um cavoucando seu blackberry ou fazendo ligações como se estivessem comprando e vendendo uma empresa na Turquia.</p>
<p>Já li muito sobre o impacto dos blackberries, PDA, palm top, iphone, laptops, pagers, celulares na vida dos executivos. Em 2006 uma renomada empresa internacional de recrutamento de executivos, Korn &amp; Ferry fez um estudo com 2,3 mil executivos pesquisados em 75 países e concluiu que quatro, em cada cinco executivos no mundo, estão permanentemente conectados ao trabalho por meio de aparelhos móveis.</p>
<p>Vício ou virtude? Enquanto muitos criticam dizendo que a tecnologia digital e móvel acentuou os vícios no trabalho (workaholic – palavra em inglês originada de alcoolholic (alcoólatra) para designar pessoas viciadas em trabalho), autismo, atitude anti-social; por outro lado temos os defensores de que a qualidade de vida do executivo melhorou muito, possibilitando-o mais mobilidade, por exemplo, estar com a família sem se desconectar.</p>
<p>Este é o ponto de minha discussão: estar com…. sem se desconectar.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-64" title="babyblackberry" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/03/babyblackberry.jpg" alt="babyblackberry" width="450" height="299" /></p>
<p>Para o psicanalista Inglês Donald Winnicott: “Assim, a base da capacidade de ficar só é um paradoxo; é a capacidade de ficar só quando mais alguém está presente”. O trabalho de Winnicott me reporta a atitude das crianças enquanto estão brincando na presença da mãe. Algumas necessitam o tempo todo de atenção e ficam sempre inquietas mostrando o que estão fazendo, enquanto outras brincam quietinhas e de vez em quando, olham para assegurar se a mãe está presente. Este processo implicará no amadurecimento psíquico-emocional do indivíduo.</p>
<p>A impressão que eu tenho das pessoas que não podem prescindir de seus eletrônicos, é que não desenvolveram a capacidade de ficar só e não conseguem também estar na presença do outro para uma relação amadurecida, desta forma necessitam sempre estar conectadas, mostrando que estão fazendo algo de muito importante. Talvez precisem mostrar que são importantes, para alguém.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-65" title="blackberryandme" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/03/blackberryandme.bmp" alt="blackberryandme" /></p>
<p>Por Carlos Silva</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Identidade Masculina e o Retorno da Saia</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 03:17:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[História da Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Vestuário]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;">A comunicação através da moda vai além da criatividade, produção e comércio. O palco da moda tem sido cada vez mais usado como expressão social, política, econômica, cultural e ambiental. Bem como as manifestações culturais que são das mais diversas, podendo chegar ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="homem_de_saia1" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/homem_de_saia1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-94" title="homem_de_saia1" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/homem_de_saia1.jpg" alt="homem_de_saia1" width="266" height="450" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;">A comunicação através da moda vai além da criatividade, produção e comércio. O palco da moda tem sido cada vez mais usado como expressão social, política, econômica, cultural e ambiental. Bem como as manifestações culturais que são das mais diversas, podendo chegar ao confronto e violência, como presenciamos nas conquistas de territórios ou lutas por direitos humanos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;">Entretanto, manifestações que parecem mais leves e sutis podem afetar as pessoas na sua subjetividade das mais diversas maneiras e também são carregadas de símbolos. A semiótica estuda os modos como o homem dá significado ao que o rodeia e a definição da Wikipédia pode nos esclarecer ainda mais: “A Semiótica (do grego semeiotiké ou “a arte dos sinais”) é a ciência geral dos signos e da semiose que estuda todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas sígnicos, isto é, sistemas de significação. Ocupa-se do estudo do processo de representação, na natureza e na cultura do conceito ou da idéia. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span id="more-67"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;">A matéria da BBC Brasil publicada na Folha Online &#8211; <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u433937.shtml" target="_blank">Os homem querem direito de usar saias na França</a> &#8211; me fez pensar na história da saia e o que este elemento do vestuário representa como signo, símbolo e significado na cultura.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;"> </span><a title="garotos-de-saia" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/garotos-de-saia.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-95" title="garotos-de-saia" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/garotos-de-saia.jpg" alt="garotos-de-saia" width="299" height="263" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;">
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;">É muito difícil precisar na história a partir de quando este elemento do vestuário pode ser considerado saia, bem como, quando a saia passou a ser reconhecida como um signo do feminino. Certamente a mais de 3.000 anos os sumérios já utilizavam um tecido para cobrir as partes baixas e posteriormente, no Egito e no Império Romano, a saia era uma peça do vestuário muito usada sem a idéia de delimitar território masculino ou feminino. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;"> Durante muito tempo homens e mulheres se enrolavam em túnicas e ainda hoje podemos testemunhar no oriente a utilização desta vestimenta, incluindo saias usadas por homens. No ocidente, a Escócia ainda tem como tradição a utilização dos Kilts, mas muitas vezes são considerados como folclore.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><a title="es-romano-da-035" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/es-romano-da-035.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-99" title="es-romano-da-0352" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/es-romano-da-0352-120x300.jpg" alt="es-romano-da-0352" width="84" height="211" /></a><a title="chimation" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/chimation.png"><img class="alignnone size-medium wp-image-97" title="chimation" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/chimation-136x300.png" alt="chimation" width="90" height="200" /></a><a title="traje-egipcio" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/traje-egipcio.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-100" title="traje-egipcio" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/traje-egipcio.jpg" alt="traje-egipcio" width="98" height="200" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;"> </span><a title="p9082671" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/p9082671.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-101" title="p9082671" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/p9082671.jpg" alt="p9082671" width="337" height="450" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;">Repensar a saia no universo masculino tem sido uma constante, principalmente porque hoje ela ainda é um dos principais veículos de delimitação de gênero &#8211; macho e fêmea.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;">Uma exposição em 2002 intitulada Men In Skirts (Homens de Saia) &#8211; Museu Victoria and Albert, Londres, foi resultado da reação que as pessoas têm diante de um homem usando saia em lugares públicos. Não estou falando de um grupo musical, estilistas, mundo teatral. A especulação é diante do homem comum, do estudante ao executivo e as reações são as mais diversas por tocar na subjetividade de cada um. Para alguns pode provocar risos diante do inusitado, para outros, espanto por não reconhecer aquele objeto usado por um homem, uma vez que a saia é um elemento considerado feminino em nossa cultura. E não podemos esquecer-nos da agressividade manifestada pelo preconceito e críticas moralistas em detrimento a atitude reconhecida como exibicionista.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;">Para quem vê o mundo a partir da moda, pode questionar o que pode significar esta reivindicação apresentada na matéria da BBC Brasil. O homem também tem direito de usar saia? Para quem ele deve pedir esta permissão? Por que neste momento histórico o retorno à saia pode ser importante? Por que saia? Quem são os homens que querem usar saia? Qual a motivação? É um fenômeno pessoal? Coletivo? Manifestação cultural? Exibicionismo? Frescor?</span></p>
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<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><a title="08228184" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/08228184.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-102" title="08228184" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/08228184.jpg" alt="08228184" width="220" height="220" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><em>1)Associação luta pelos direitos dos homens de usar saias como peça roupa masculina</em></p>
<p><em>2)Integrantes da associação afirmam comprar suas saias na seção de roupas femininas</em></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;">A extensão da moda na cultura nos faz pensar se a discussão do tema estaria na esfera do direito, da estética, da arte ou da política. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;">Enfim, esta é uma discussão interessante e que afeta o individual e o coletivo. No popular, “se a moda pega” é porque alguém ou um grupo aderiu primeiro. Outra questão que nos vem à mente é quando a moda contribui para a demarcação de território, de quem pertence ou não àquele grupo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><a title="vinhalf1551" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/vinhalf1551.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-104" title="vinhalf1551" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/vinhalf1551.jpg" alt="vinhalf1551" width="301" height="450" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;"> </span><a title="diver71" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/diver71.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-105" title="diver71" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/diver71.jpg" alt="diver71" width="234" height="400" /></a><a title="1209392568_fhgg" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/1209392568_fhgg.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-106" title="1209392568_fhgg" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/1209392568_fhgg.jpg" alt="1209392568_fhgg" width="264" height="398" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><a title="miscover" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/miscover.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-107" title="miscover" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/miscover.jpg" alt="miscover" width="408" height="450" /></a><a title="prada2" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/prada2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-109" title="prada21" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/prada21.jpg" alt="prada21" width="320" height="316" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;">Por Carlos Alberto Alves e Silva</span></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-110" title="carlosthumbnail" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/carlosthumbnail.jpg" alt="carlosthumbnail" width="80" height="80" /><br />
Artigo escrito por Carlos Silva. Psicanalista e economista, com pós-graduação em Administração pela USP e Marketing pela ESPM. Tem MBA em Gestão Internacional pela Thunderbird School of Global Management – Arizona – USA e formação nas áreas de Psicologia e Filosofia. email: carlos@imeridiano.com</p>
<p>Website:</p>
<p>Email: carlos@imeridiano.com</p>
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		<title>Homem de Salto Alto</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 23:34:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Fetiche]]></category>
		<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>Sabemos que muitas mulheres adoram usar salto alto e assistindo o filme “Sex and the City” confirmamos ainda mais a devoção das mulheres por sapatos.</p>
<p>Entretanto, gostaria que cada um de vocês se imaginassem em um aeroporto esperando por seu vôo. O ambiente parece totalmente entediante, entretanto, se entre um vôo e outro você percebesse um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="model in high heels" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/07/vogboys10.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-124" title="brucedarnellpro71" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/07/brucedarnellpro71.jpg" alt="brucedarnellpro71" width="303" height="404" /></a></p>
<p>Sabemos que muitas mulheres adoram usar salto alto e assistindo o filme “Sex and the City” confirmamos ainda mais a devoção das mulheres por sapatos.</p>
<p>Entretanto, gostaria que cada um de vocês se imaginassem em um aeroporto esperando por seu vôo. O ambiente parece totalmente entediante, entretanto, se entre um vôo e outro você percebesse um burburinho e fosse checar. Qual seria a sua reação de ver um grande homem, com pernas cabeludas usando salto altos (high heels) e desfilando sobre azulejos retirados do teto de uma sala no aeroporto.</p>
<p>A cena que parece surreal foi testemunhada por muitos através de câmeras de segurança que flagraram um ritual que se repetia de um cidadão inglês. Ele carregava seus sapatos femininos com saltos de invejar qualquer mulher e os usava para minutos de prazer sobre uma <a style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;" onclick="hwClick12501821451272(1930359956);return false;" onmouseover="hw12501821451272(event, this, '1930359956'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " href="http://www.fashionbubbles2.com/2008/homem-de-salto-alto/#">passarela</a> imaginária da qual se utilizava a despeito dos que ali passavam, segundo o site da <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/07/080716_fetiche_saltoalto_pu.shtml" target="_blank">BBC Brasil</a>.</p>
<p><span id="more-71"></span>Triste fim daquele que divertia a platéia curiosa no aeroporto mais movimentado do mundo; acabou por desfilar atrás das grades. A pergunta que não quer calar é reflexo da curiosidade do fetiche que este sujeito tinha com relação ao objeto – sapatos de salto alto.</p>
<p>Segundo o dicionário de psicanálise de Elisabeth Roudinesco e Michel Plon, <em>“o termo fetichismo foi criado por volta de 1750, a partir da palavra fetiche (derivada do português feitiço: sortilégio, artifício), retomada em 1887 pelo psicólogo francês Alfred Binet (1857-1911) e, mais tarde, retomado pelos fundadores da sexologia, para designar quer uma atitude da vida sexual normal, que consiste em privilegiar uma parte do corpo do parceiro, quer uma perversão sexual (ou fetichismo patológico), caracterizada pelo fato de uma das partes do corpo (pé, boca, seio, cabelos) ou objetos relacionados com o corpo (sapatos, chapéus, tecidos, etc.) serem tomados como objetos exclusivos de uma excitação ou um ato sexuais.</em></p>
<p><em>Já em 1905, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sigmund_Freud" target="_blank">Sigmund Freud</a> atualizou o termo, primeiro para designar uma perversão sexual, caracterizada pelo fato de uma parte do corpo ou um objeto serem escolhidos como substitutos de uma pessoa, depois para definir uma escolha perversa, em virtude da qual o objeto amoroso (partes do corpo ou objetos relacionados com o corpo) funciona para o sujeito como substituto de um falo atribuído a mulher e cuja ausência é recusada por uma renegação”.</em></p>
<p>É interessante nossa reação diante do inusitado. Quem imaginaria que um cidadão  <a style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;" onclick="hwClick6264735300272(1930359956);return false;" onmouseover="hw6264735300272(event, this, '1930359956'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " href="http://www.fashionbubbles2.com/2008/homem-de-salto-alto/#">masculino</a> iria levar consigo sapatos de salto alto ao seu ambiente de trabalho – um aeroporto internacional – onde iria se trocar, arrancar azulejos do teto e colocar no chão para criar um ambiente para que o mesmo podesse desfilar e saciar seu desejo através de um fetiche – o de usar sapato feminino de salto alto.</p>
<p>Ao mesmo tempo que nos parece loucura ou insanidade, há uma racionalização que o levou a planejar tudo e organizar-se. Sua exposição foi tamanha que o levou a ser preso, fato que ele nem imaginava.</p>
<p>O fetiche segundo o pai da psicanálise (Sigmund Freud) é “tornar-se o símbolo de triunfo sobre a ameaça de castração e serve de proteção contra ela”. Desta forma, o cidadão fetichista de salto alto não acreditava poder ser impedido de realizar seu desejo. Todos nós temos desejos inconscientes e que muitas vezes é bom que não sejam expostos de maneira desmedida, pois, somos seres castrados e não podemos tudo. Negar a castração é acreditar que podemos tudo e que nunca seremos punidos pela realização de todo e qualquer manifestação de desejo.</p>
<p>Este tema é polêmico e vai da psicanálise ao direito, passando pela antropologia, filosofia, religião, psiquiatria e literatura. Não poderia ficar longe da moda que oferece uma variedade de opções e objetos, ora de sapatos a tecidos aos fetichistas de plantão.</p>
<p><a title="men in high heels" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/07/brucedarnellpro7.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-125" title="vogboys101" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/07/vogboys101.jpg" alt="vogboys101" width="335" height="450" /></a></p>
<p>Leia a matéria publicada pela <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/07/080716_fetiche_saltoalto_pu.shtml" target="_blank">BBC Brasil</a>. (Fetiche sexual por salto alto rende prisão a britânico)</p>
<p>Por Carlos Silva.</p>
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		<title>Eu estou “lá” ou eu estou “aqui”?</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 23:29:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Winnicott]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>Parodiando uma cena de um programa infantil antigo &#8211; o “Vila Sésamo” &#8211; onde uma criança se debate para entender o que quer dizer “lá” e “aqui” no intuito de ter noção de espaço e lugar, eu escrevo esta reflexão.</p>
<p>Na série que era uma espécie de Teletubbies, uma criança diz aos amigos: “Eu estou lá” [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="42-17173063" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/07/almoco-corporativo1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-129" title="images1" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/07/images1.jpg" alt="images1" width="243" height="284" /></a></p>
<p>Parodiando uma cena de um programa infantil antigo &#8211; o “<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vila_S%C3%A9samo" target="_blank">Vila Sésamo</a>” &#8211; onde uma criança se debate para entender o que quer dizer “lá” e “aqui” no intuito de ter noção de espaço e lugar, eu escrevo esta reflexão.</p>
<p>Na série que era uma espécie de Teletubbies, uma criança diz aos amigos: “Eu estou lá” e eles respondem: “Não, você está aqui”. A criança insiste e diz: “Mas eu quero estar lá” e todos o motivam a ir para lá. Estando longe dos amiguinhos, a criança novamente os pergunta: “E agora? Eu estou lá”. Todos respondem: “Não, você está aí”. No final, estando lá, ele diz: “Estou me sentindo tão sozinho!” E volta ao encontro de todos.<span id="more-15"></span></p>
<p>É curioso como todos os lugares em que não estamos, nos parecem ou nos são apresentados como aqueles mais badalados, “in”, os mais interessantes. Sempre ouvimos: ”Você não foi NA festa? Que pena, foi A festa mais divertida que eu já fui” – “Você foi na SPFW? Fui, “Assistiu ao desfile do X?” Nãaaaao! Que pena! Foi o melhor desfile que eu já assisti.”</p>
<p>Os acontecimentos mais legais são aqueles que não estamos, não fomos convidados e que muito provavelmente não irá se repetir: aquela festa, aquele jantar, aquele desfile…</p>
<p>Tais fatos nos frustram muito e nos fazem pensar entre o lá e o aqui. O fato é que “aqui” parece não acontecer nada de interessante. MAS lá, tudo de bom acontece em grande escala. Nossa ansiedade aumenta, por achar que temos que estar lá, entretanto, quando chegamos lá (nas conquistas da vida, no tão esperado cargo, quando conseguimos comprar um carro, uma casa, um vestido, algo que parecia ser nossa redenção), nos damos conta que o “lá” é o “aqui” e que para os que não estão compartilhando de nossa experiência, nós estamos por “aí”.</p>
<p>O fato é que se permanecermos “aqui” com o desejo de estar “lá”, nossa vida será sempre frustrante, cheia de inveja e ciúme daquilo que muitas vezes nem conhecemos. O “aqui” e o agora são muito importantes, até para sabermos para onde queremos ir. Porque o do outro é sempre melhor? Estar “lá” pode ser tão solitário que quereremos voltar aos nossos.</p>
<p>Agimos como crianças e não aprendemos que o nosso desenvolvimento intelectual, cognitivo, social, cultural, não nos garante um amadurecimento emocional e psicológico.</p>
<p>Às vezes, quando alguém lhe perguntar se esteve no melhor evento da vida e você não tiver ido, basta dizer como os Americanos: “Good for you!” &#8211; <strong>“Que bom pra você”</strong>!!!</p>
<p><a title="tempo-livre-como-organizar-festa-460x345-br" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/07/tempo-livre-como-organizar-festa-460x345-br.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-128" title="tempo-livre-como-organizar-festa-460x345-br" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/07/tempo-livre-como-organizar-festa-460x345-br.jpg" alt="tempo-livre-como-organizar-festa-460x345-br" width="450" height="337" /></a></p>
<p>Artigo escrito por Carlos Alberto Alves e Silva. Psicanalista e economista, com pós-graduação em Administração pela USP e Marketing pela ESPM. Tem MBA em Gestão Internacional pela Thunderbird School of Global Management – Arizona – USA e formação nas áreas de Psicologia e Filosofia.</p>
<p>email: <a title="tempo-livre-como-organizar-festa-460x345-br" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/07/tempo-livre-como-organizar-festa-460x345-br.jpg">carlos@imeridiano.com</a></p>
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		<title>Almoço Corporativo e Almoço Executivo</title>
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		<pubDate>Fri, 30 May 2008 01:36:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>O almoço corporativo tem um propósito comercial e formal. A companhia é variada e nem sempre você a conhece. Tendo em vista que você não somente representa sua corporação, mas também sua imagem como executivo, é importante que esteja impecavelmente vestido, digo ao menos adequado para a ocasião e para o lugar. Nestas ocasiões, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Layout 1" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/05/coupledrinkingwine.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-132" title="42-17173063" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/05/almoco-corporativo1.jpg" alt="42-17173063" width="400" height="400" /></a></p>
<p>O almoço corporativo tem um propósito comercial e formal. A companhia é variada e nem sempre você a conhece. Tendo em vista que você não somente representa sua corporação, mas também sua imagem como executivo, é importante que esteja impecavelmente vestido, digo ao menos adequado para a ocasião e para o lugar. Nestas ocasiões, o mais importante é seu cliente e a negociação em questão, mesmo que seja um almoço para reforçar seu relacionamento ou para prospectar futuras oportunidades, é interessante observar algumas dicas que deveriam ser incluídas na etiqueta para uma boa negociação.<span id="more-20"></span></p>
<p>Quem nunca passou por situações embaraçosas em uma mesa de restaurante? Quem não coleciona histórias constrangedoras em almoço ou jantar com clientes ou mesmo em entrevistas, que viram piadas com o passar do tempo?</p>
<p>É difícil falar do assunto e muitas vezes apagamos de nossas mentes quando nos sentimos idiotas por não prever momentos como: sorrir com algo no dente, espirrar molho de tomate ou pesto na roupa, deixar alimentos caírem do prato, não saber se vale a pena usar as mão e pedir uma lavanda, pedir algo do cardápio que não conhece e não conseguir comer ou mesmo convidar um vegetariano para uma tradicional churrascaria. Há ainda a saia-justa de quem paga a conta sem precisar competir com seu cliente quem é mais paciente e resiste esperar até que o outro tome a iniciativa, mesmo que o restaurante já esteja vazio e a conversa rareando.</p>
<p>Um almoço corporativo deve ser planejado e normalmente é sabido com antecedência. É importante zelar para que o evento seja um <a style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;" onclick="hwClick16049500331175(1915941585);return false;" onmouseover="hw16049500331175(event, this, '1915941585'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " href="http://www.fashionbubbles2.com/2008/almoco-corporativo-almoco-executivo/#">sucesso</a> e para que a negociação fique na memória como um acontecimento corporativo e não um desastre pessoal. Seguem algumas dicas que tem funcionado muito em meus almoços de negócios:</p>
<p><a title="CB100494" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/05/almoco-corporativo2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-133" title="CB100494" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/05/almoco-corporativo2.jpg" alt="CB100494" width="400" height="267" /></a></p>
<p>•    Quando  convidar um cliente é importante saber com antecedência se o mesmo tem restrição a alguma comida.</p>
<p>• Caso você tenha intenção de convidá-lo (pagar a conta), faça alguma sugestão de lugares que estejam de acordo com seu orçamento.</p>
<p>•    Faça reserva para o número esperado de pessoas para evitar longas esperas.</p>
<p>•    Caso seja um novo cliente, com uma agenda a ser discutida ou alguém com pouca intimidade, evite buffet (senta e levanta).</p>
<p>• Evite pedir comidas muito elaboradas e que possam chamar mais a atenção do que a conversa com o cliente. Por exemplo, é impossível conciliar uma lagosta completa no prato e a atenção ao tema discutido.</p>
<p>• Comidas que contenham componentes que você não come devem ser evitadas para que você não passe o almoço todo selecionando o que vai ou não comer.</p>
<p>• Não deixeis cair em tentação de pedir uma carne muito mal-passada que exija muita mastigação ou peixe com espinhas que venha atrair sua atenção para a região bucal, não para fala e sim para a retirada das espinhas.</p>
<p>• Fique longe dos molhos em geral. Roupas claras e gravatas voadoras têm uma atração fatal por molhos em geral (tomate, pesto, etc).</p>
<p>• Em uma mesa de restaurante é importante comportar-se e controlar as emoções para não esbarrar nos copos de bebidas, principalmente se estiverem bebendo vinho tinto.</p>
<p>• O sucesso será garantido se você chegar mais cedo no lugar, confirmar reserva, solicitar uma mesa mais adequada para a conversa, sem que precise se preocupar com quem estará ouvindo, pedir uma comida leve que não exija muito exercício da mandíbula &#8211; risotos, paillard de frango ou carne acompanhado de uma pasta como fetutine, filé de pescada, legumes, saladas.</p>
<p>• Enfim, a escolha de seu prato pode tornar seu almoço ainda mais agradável, entretanto é importante lembrar-se de que o motivo principal do mesmo é corporativo. Desta forma, seu prato não pode impedi-lo de falar, ouvir, negociar, etc.</p>
<p>• Eu acho de extrema falta de educação à utilização de qualquer eletrônico durante um almoço corporativo. É deselegante cutucar seu blackberry ou atender celular durante um momento reservado para estar com quem você combinou de almoçar. Caso seja inevitável e esteja realmente esperando uma ligação de extrema importância é razoável comunicar o fato antes que o almoço se inicie.</p>
<p>• Na hora de pagar a conta é de praxe que quem convidou ou que a parte beneficiada na transação pague a conta. Desta forma, os clientes estão muitas vezes isento deste feito. Entretanto, se for um almoço com cliente antigo, pode-se entrar em um acordo e quem pagou a última conta, não pagará esta.</p>
<p>• Caso você seja cliente e tenha sido convidado, mas perceba que a hora do cafezinho está se estendendo mais do que o almoço, vale a pena perguntar: Podemos pedir a conta? Como faremos com esta conta? Você quer que eu pague, dividimos? E esperar que a outra parte se pronuncie.</p>
<p>• Se a outra parte não se pronunciar e não se opor que você pague, anote em seu caderninho que será bem difícil fazer negócio com esta pessoa.</p>
<p>Já o almoço executivo é muito diferente do almoço corporativo. No executivo você vai para um lugar longe, inusitado, com muito receio de ser visto. Sua companhia é intima e a proposta é extravasar, o que importa é a emoção.</p>
<p>O que comer já está explícito e o que vestir não é o mais considerado. Não faça esta cara de puritanismo e de falso moralismo, pois você sabe do que eu estou falando…É isso mesmo, estou falando de um almoço longo, intenso em que as negociações já foram feitas e acordadas previamente.</p>
<p>As vezes o local é tão bom que vale a pena repeti-lo. No caso do almoço executivo o limite é sua imaginação, a única recomendação é não voltar para o escritório com os cabelos molhados…</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-134" title="coupledrinkingwine" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/05/coupledrinkingwine.jpg" alt="coupledrinkingwine" width="387" height="450" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-135" title="carlosthumbnail" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/05/carlosthumbnail.jpg" alt="carlosthumbnail" width="80" height="80" /></p>
<p>Artigo escrito por Carlos Alberto Alves e Silva. Psicanalista e economista, com pós-graduação em Administração pela USP e Marketing pela ESPM. Tem MBA em Gestão Internacional pela Thunderbird School of Global Management – Arizona – USA e formação nas áreas de Psicologia e Filosofia. email: carlos@imeridiano.com</p>
<p>Website: www.imeridiano.com</p>
<p>Email: carlos@imeridiano.com</p>
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