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	<title>Instituto Meridiano &#187; Culpa</title>
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		<title>O Poder da Palavra &#8211; O que é dito não pode ser desdito</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 01:38:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Culpa]]></category>
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<p>Freud depois de várias técnicas e práticas adotou a associação livre, sonho, chiste, atos falhos como sendo as principais vias que nos conduzem ao inconsciente através da fala.</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-137" title="buzzmkt1" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/04/buzzmkt1.jpg" alt="buzzmkt1" width="298" height="197" /></p>
<p>Freud depois de várias técnicas e práticas adotou a associação livre, sonho, chiste, atos falhos como sendo as principais vias que nos conduzem ao inconsciente através da fala.</p>
<p>Na vida cotidiana vejo dois grandes desafios com relação a fala e o que é dito. O primeiro desafio é decifrar o que é dito considerando que as pessoas na contemporaneidade se tornaram muito visuais, em conseqüência o imaginário destas se apresentam muito diferente daqueles que lêem. Para os demasiado visuais a fantasia e realidade se misturam (como em um video-game) e a fala muitas vezes é prejudicada no que tange ao desenvolvimento do discurso e argumentação.</p>
<p align="left">O segundo desafio é o que mais me chamou atenção durantes estes dias: descobrir quem é o sujeito que fala e como fala e quem é aquele que escuta e como escuta. Assim como, muitas vezes escutamos o que não foi dito, também não sabemos o efeito do que falamos.<span id="more-22"></span></p>
<p align="left"><img class="alignnone size-full wp-image-138" title="dialogo" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/04/dialogo.jpg" alt="dialogo" width="250" height="237" /></p>
<p>Para exemplificar quero dividir uma experiência que ocorreu durante este final de semana prolongado sem precisar contar os fatos. Eu vivenciei uma cena que me chocou e me incomodou por uma série de razões, mas não poderia comentar com um dos envolvidos minha percepção e como me havia me tocado, pois psíquica e emocionalmente ainda não havia elaborado meus sentimentos. Desta forma, minha fala saiu truncada e agressiva e tocou no outro de uma maneira particular e este sem entender o que estava se passando no meu íntimo (nem eu mesmo o sabia) assimilou a agressividade como se fosse direcionada a ele. E a partir dai todo o mal entendido era protagonista de uma cena que poderia ter sido evitada (ou não).</p>
<p>O fato é que quando dizemos algo, as palavras saem sem volta carregadas de energia e significados inconscientes. Pensamos que num diálogo a dois há somente dois interlocutores, porém o inconsciente dos dois se apresentam de igual maneira podendo conduzir o diálogo para as mais diversas direções. O mesmo acontece no setting de análise, uma vez que não é somente o inconsciente do analisante que está em questão, mas também o do analista. Em um culto religioso, em um comicio político, etc.</p>
<p>Não é novidade que as relações sociais estão cada vez mais complexas, entretanto tal dinâmica pode ser muito interessante quando percebemos o poder da palavra e a analisamos <em>a posteriori</em> para saber o que produziu. O inverso também é verdadeiro, quando escutamos algo que nos toca profundamente sendo que a intensão consciente do outro não era produzir tal efeito.</p>
<p>Não podemos ignorar o que falamos e o que escutamos, caso contrario acabarímos com o diálogo sem acabar com os mal-entendidos presentes inclusive no silêncio. Porém se nos damos conta da dinâmica das palavras, poderemos atenuar muito o efeito das mesmas para quem fala e para quem escuta.</p>
<p>Depois que falei…pensei…<br />
“Pequei por pensamentos, palavras, atos e omissões”….”Por minha culpa….”</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-139" title="carlosthumbnail" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/04/carlosthumbnail.jpg" alt="carlosthumbnail" width="80" height="80" /></p>
<p>Artigo escrito por Carlos Alberto Alves e Silva. Psicanalista e economista, com pós-graduação em Administração pela USP e Marketing pela ESPM. Tem MBA em Gestão Internacional pela Thunderbird School of Global Management – Arizona – USA e formação nas áreas de Psicologia e Filosofia. email: carlos@imeridiano.com</p>
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