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	<title>Instituto Meridiano &#187; Moda</title>
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		<title>A Identidade Masculina e o Retorno da Saia</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 03:17:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[História da Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Vestuário]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;">A comunicação através da moda vai além da criatividade, produção e comércio. O palco da moda tem sido cada vez mais usado como expressão social, política, econômica, cultural e ambiental. Bem como as manifestações culturais que são das mais diversas, podendo chegar ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="homem_de_saia1" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/homem_de_saia1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-94" title="homem_de_saia1" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/homem_de_saia1.jpg" alt="homem_de_saia1" width="266" height="450" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;">A comunicação através da moda vai além da criatividade, produção e comércio. O palco da moda tem sido cada vez mais usado como expressão social, política, econômica, cultural e ambiental. Bem como as manifestações culturais que são das mais diversas, podendo chegar ao confronto e violência, como presenciamos nas conquistas de territórios ou lutas por direitos humanos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;">Entretanto, manifestações que parecem mais leves e sutis podem afetar as pessoas na sua subjetividade das mais diversas maneiras e também são carregadas de símbolos. A semiótica estuda os modos como o homem dá significado ao que o rodeia e a definição da Wikipédia pode nos esclarecer ainda mais: “A Semiótica (do grego semeiotiké ou “a arte dos sinais”) é a ciência geral dos signos e da semiose que estuda todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas sígnicos, isto é, sistemas de significação. Ocupa-se do estudo do processo de representação, na natureza e na cultura do conceito ou da idéia. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span id="more-67"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;">A matéria da BBC Brasil publicada na Folha Online &#8211; <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u433937.shtml" target="_blank">Os homem querem direito de usar saias na França</a> &#8211; me fez pensar na história da saia e o que este elemento do vestuário representa como signo, símbolo e significado na cultura.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;"> </span><a title="garotos-de-saia" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/garotos-de-saia.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-95" title="garotos-de-saia" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/garotos-de-saia.jpg" alt="garotos-de-saia" width="299" height="263" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;">
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;">É muito difícil precisar na história a partir de quando este elemento do vestuário pode ser considerado saia, bem como, quando a saia passou a ser reconhecida como um signo do feminino. Certamente a mais de 3.000 anos os sumérios já utilizavam um tecido para cobrir as partes baixas e posteriormente, no Egito e no Império Romano, a saia era uma peça do vestuário muito usada sem a idéia de delimitar território masculino ou feminino. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;"> Durante muito tempo homens e mulheres se enrolavam em túnicas e ainda hoje podemos testemunhar no oriente a utilização desta vestimenta, incluindo saias usadas por homens. No ocidente, a Escócia ainda tem como tradição a utilização dos Kilts, mas muitas vezes são considerados como folclore.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><a title="es-romano-da-035" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/es-romano-da-035.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-99" title="es-romano-da-0352" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/es-romano-da-0352-120x300.jpg" alt="es-romano-da-0352" width="84" height="211" /></a><a title="chimation" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/chimation.png"><img class="alignnone size-medium wp-image-97" title="chimation" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/chimation-136x300.png" alt="chimation" width="90" height="200" /></a><a title="traje-egipcio" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/traje-egipcio.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-100" title="traje-egipcio" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/traje-egipcio.jpg" alt="traje-egipcio" width="98" height="200" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;"> </span><a title="p9082671" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/p9082671.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-101" title="p9082671" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/p9082671.jpg" alt="p9082671" width="337" height="450" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;">Repensar a saia no universo masculino tem sido uma constante, principalmente porque hoje ela ainda é um dos principais veículos de delimitação de gênero &#8211; macho e fêmea.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;">Uma exposição em 2002 intitulada Men In Skirts (Homens de Saia) &#8211; Museu Victoria and Albert, Londres, foi resultado da reação que as pessoas têm diante de um homem usando saia em lugares públicos. Não estou falando de um grupo musical, estilistas, mundo teatral. A especulação é diante do homem comum, do estudante ao executivo e as reações são as mais diversas por tocar na subjetividade de cada um. Para alguns pode provocar risos diante do inusitado, para outros, espanto por não reconhecer aquele objeto usado por um homem, uma vez que a saia é um elemento considerado feminino em nossa cultura. E não podemos esquecer-nos da agressividade manifestada pelo preconceito e críticas moralistas em detrimento a atitude reconhecida como exibicionista.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;">Para quem vê o mundo a partir da moda, pode questionar o que pode significar esta reivindicação apresentada na matéria da BBC Brasil. O homem também tem direito de usar saia? Para quem ele deve pedir esta permissão? Por que neste momento histórico o retorno à saia pode ser importante? Por que saia? Quem são os homens que querem usar saia? Qual a motivação? É um fenômeno pessoal? Coletivo? Manifestação cultural? Exibicionismo? Frescor?</span></p>
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<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><a title="08228184" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/08228184.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-102" title="08228184" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/08228184.jpg" alt="08228184" width="220" height="220" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><em>1)Associação luta pelos direitos dos homens de usar saias como peça roupa masculina</em></p>
<p><em>2)Integrantes da associação afirmam comprar suas saias na seção de roupas femininas</em></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;">A extensão da moda na cultura nos faz pensar se a discussão do tema estaria na esfera do direito, da estética, da arte ou da política. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;">Enfim, esta é uma discussão interessante e que afeta o individual e o coletivo. No popular, “se a moda pega” é porque alguém ou um grupo aderiu primeiro. Outra questão que nos vem à mente é quando a moda contribui para a demarcação de território, de quem pertence ou não àquele grupo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><a title="vinhalf1551" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/vinhalf1551.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-104" title="vinhalf1551" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/vinhalf1551.jpg" alt="vinhalf1551" width="301" height="450" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;"> </span><a title="diver71" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/diver71.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-105" title="diver71" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/diver71.jpg" alt="diver71" width="234" height="400" /></a><a title="1209392568_fhgg" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/1209392568_fhgg.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-106" title="1209392568_fhgg" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/1209392568_fhgg.jpg" alt="1209392568_fhgg" width="264" height="398" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><a title="miscover" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/miscover.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-107" title="miscover" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/miscover.jpg" alt="miscover" width="408" height="450" /></a><a title="prada2" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/08/prada2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-109" title="prada21" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/prada21.jpg" alt="prada21" width="320" height="316" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #444444;">Por Carlos Alberto Alves e Silva</span></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-110" title="carlosthumbnail" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/08/carlosthumbnail.jpg" alt="carlosthumbnail" width="80" height="80" /><br />
Artigo escrito por Carlos Silva. Psicanalista e economista, com pós-graduação em Administração pela USP e Marketing pela ESPM. Tem MBA em Gestão Internacional pela Thunderbird School of Global Management – Arizona – USA e formação nas áreas de Psicologia e Filosofia. email: carlos@imeridiano.com</p>
<p>Website:</p>
<p>Email: carlos@imeridiano.com</p>
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		<title>Homem de Salto Alto</title>
		<link>http://www.institutomeridiano.com/comportamento/homem-de-salto-alto/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 23:34:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Fetiche]]></category>
		<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>Sabemos que muitas mulheres adoram usar salto alto e assistindo o filme “Sex and the City” confirmamos ainda mais a devoção das mulheres por sapatos.</p>
<p>Entretanto, gostaria que cada um de vocês se imaginassem em um aeroporto esperando por seu vôo. O ambiente parece totalmente entediante, entretanto, se entre um vôo e outro você percebesse um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="model in high heels" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/07/vogboys10.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-124" title="brucedarnellpro71" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/07/brucedarnellpro71.jpg" alt="brucedarnellpro71" width="303" height="404" /></a></p>
<p>Sabemos que muitas mulheres adoram usar salto alto e assistindo o filme “Sex and the City” confirmamos ainda mais a devoção das mulheres por sapatos.</p>
<p>Entretanto, gostaria que cada um de vocês se imaginassem em um aeroporto esperando por seu vôo. O ambiente parece totalmente entediante, entretanto, se entre um vôo e outro você percebesse um burburinho e fosse checar. Qual seria a sua reação de ver um grande homem, com pernas cabeludas usando salto altos (high heels) e desfilando sobre azulejos retirados do teto de uma sala no aeroporto.</p>
<p>A cena que parece surreal foi testemunhada por muitos através de câmeras de segurança que flagraram um ritual que se repetia de um cidadão inglês. Ele carregava seus sapatos femininos com saltos de invejar qualquer mulher e os usava para minutos de prazer sobre uma <a style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;" onclick="hwClick12501821451272(1930359956);return false;" onmouseover="hw12501821451272(event, this, '1930359956'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " href="http://www.fashionbubbles2.com/2008/homem-de-salto-alto/#">passarela</a> imaginária da qual se utilizava a despeito dos que ali passavam, segundo o site da <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/07/080716_fetiche_saltoalto_pu.shtml" target="_blank">BBC Brasil</a>.</p>
<p><span id="more-71"></span>Triste fim daquele que divertia a platéia curiosa no aeroporto mais movimentado do mundo; acabou por desfilar atrás das grades. A pergunta que não quer calar é reflexo da curiosidade do fetiche que este sujeito tinha com relação ao objeto – sapatos de salto alto.</p>
<p>Segundo o dicionário de psicanálise de Elisabeth Roudinesco e Michel Plon, <em>“o termo fetichismo foi criado por volta de 1750, a partir da palavra fetiche (derivada do português feitiço: sortilégio, artifício), retomada em 1887 pelo psicólogo francês Alfred Binet (1857-1911) e, mais tarde, retomado pelos fundadores da sexologia, para designar quer uma atitude da vida sexual normal, que consiste em privilegiar uma parte do corpo do parceiro, quer uma perversão sexual (ou fetichismo patológico), caracterizada pelo fato de uma das partes do corpo (pé, boca, seio, cabelos) ou objetos relacionados com o corpo (sapatos, chapéus, tecidos, etc.) serem tomados como objetos exclusivos de uma excitação ou um ato sexuais.</em></p>
<p><em>Já em 1905, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sigmund_Freud" target="_blank">Sigmund Freud</a> atualizou o termo, primeiro para designar uma perversão sexual, caracterizada pelo fato de uma parte do corpo ou um objeto serem escolhidos como substitutos de uma pessoa, depois para definir uma escolha perversa, em virtude da qual o objeto amoroso (partes do corpo ou objetos relacionados com o corpo) funciona para o sujeito como substituto de um falo atribuído a mulher e cuja ausência é recusada por uma renegação”.</em></p>
<p>É interessante nossa reação diante do inusitado. Quem imaginaria que um cidadão  <a style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;" onclick="hwClick6264735300272(1930359956);return false;" onmouseover="hw6264735300272(event, this, '1930359956'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " href="http://www.fashionbubbles2.com/2008/homem-de-salto-alto/#">masculino</a> iria levar consigo sapatos de salto alto ao seu ambiente de trabalho – um aeroporto internacional – onde iria se trocar, arrancar azulejos do teto e colocar no chão para criar um ambiente para que o mesmo podesse desfilar e saciar seu desejo através de um fetiche – o de usar sapato feminino de salto alto.</p>
<p>Ao mesmo tempo que nos parece loucura ou insanidade, há uma racionalização que o levou a planejar tudo e organizar-se. Sua exposição foi tamanha que o levou a ser preso, fato que ele nem imaginava.</p>
<p>O fetiche segundo o pai da psicanálise (Sigmund Freud) é “tornar-se o símbolo de triunfo sobre a ameaça de castração e serve de proteção contra ela”. Desta forma, o cidadão fetichista de salto alto não acreditava poder ser impedido de realizar seu desejo. Todos nós temos desejos inconscientes e que muitas vezes é bom que não sejam expostos de maneira desmedida, pois, somos seres castrados e não podemos tudo. Negar a castração é acreditar que podemos tudo e que nunca seremos punidos pela realização de todo e qualquer manifestação de desejo.</p>
<p>Este tema é polêmico e vai da psicanálise ao direito, passando pela antropologia, filosofia, religião, psiquiatria e literatura. Não poderia ficar longe da moda que oferece uma variedade de opções e objetos, ora de sapatos a tecidos aos fetichistas de plantão.</p>
<p><a title="men in high heels" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/07/brucedarnellpro7.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-125" title="vogboys101" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/07/vogboys101.jpg" alt="vogboys101" width="335" height="450" /></a></p>
<p>Leia a matéria publicada pela <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/07/080716_fetiche_saltoalto_pu.shtml" target="_blank">BBC Brasil</a>. (Fetiche sexual por salto alto rende prisão a britânico)</p>
<p>Por Carlos Silva.</p>
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		<title>A moda na contemporaneidade e o desejo de desejar</title>
		<link>http://www.institutomeridiano.com/psicanalise/a-moda-na-contemporaneidade-e-o-desejo-de-desejar/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 01:41:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[Contemporaneidade]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Moda]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>Tenho observado que os interesses dos estilistas nem sempre estão em sintonia com os dos consumidores, mesmo os mais descolados, de vanguarda, modernos.</p>
<p>Os consumidores demonstram interesse particular na utilização de um produto, que além de satisfazer uma necessidade aparente também comunique de maneira não verbal sua condição emocional, afetiva, socio-econômica-política e estética.</p>
<p>Por exemplo, uma pessoa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-141" title="desejo" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/04/desejo.jpg" alt="desejo" width="460" height="343" /></p>
<p>Tenho observado que os interesses dos estilistas nem sempre estão em sintonia com os dos consumidores, mesmo os mais descolados, de vanguarda, modernos.</p>
<p>Os consumidores demonstram interesse particular na utilização de um produto, que além de satisfazer uma necessidade aparente também comunique de maneira não verbal sua condição emocional, afetiva, socio-econômica-política e estética.<span id="more-24"></span></p>
<p>Por exemplo, uma pessoa que veste determinada roupa (sapato, bolsa, jeans, vestido,) ou usa determinados objetos (caneta, celular, carro) comunica consciente e inconscientemente, mais do que “um estar na moda”, seu estado de espírito &#8211; alegre, deprê, poderosa ou submissa, boa condição financeira, politicamente correta, ou simplesmente se esta de bem com sua estatura, peso, tempo e espaço. Seu gozo pode ser marcado quando seu objetivo – conscienciente ou inconsciente – é alcançado, afetando o outro: na sedução, submissão, admiração ou mesmo inveja.</p>
<p><img src="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/wp-content/plugins/hotlinked-image-cacher/upload/wp-content/uploads/2007/10/sem-tituloh.bmp" alt="sem-tituloh.bmp" /></p>
<p>Por outro lado, o interesse dos estilistas, entre outros profissionais da extensa cadeia da moda, é de saber o que circula no mercado e antever o que virá na próxima coleção: matéria-prima disponível, cartela de cores, tendência e anseios dos produtores e consumidores. Seu gozo não se limita em saber que sua coleção foi um sucesso nas passarelas, mas no demonstrar da criação do novo, inusitado e convertê-lo em conceito e finalmente em produto a ser consumido.</p>
<p>O estilista, portanto não pode ser aquele que consome o que está disponível (já é passado), mas sim aquele que já está consumindo o futuro, as idéias, o que está ainda no imaginário vanguardista e ainda será convertido em produto para completar o campo simbólico dos consumidores. Esta pode ser uma das razões da eterna ansiedade, marcada pela busca não de um produto de consumo, mas do desejo do outro.</p>
<p>Estas são duas faces de uma mesma moeda. E nunca a moda foi tão difundida entre todos os estratos e rodas sociais, profissionais e leigos de diferentes idades, etnias e culturas. A moda tangencia também saberes como psicologia, antropologia, sociologia, economia, filosofia e psicanálise.</p>
<p>A cadeia da moda tem uma extensão muito maior do que a criação, produção e venda. É fundamental considerar nesta cadeia, o processo de criação, tecnologia têxtil, processo de produção e o parque industrial, economia formal e informal (pirataria) e todos os mercados que derivam desta cadeia: editoriais, desfiles, fotografias, mídia (TV, Internet, Jornais, Revistas, etc), publicidade e propaganda, centro de distribuição (carro, caminhão, avião), canais de vendas (lojas, shopping center), centros da moda (NY, Paris, Milão, Tokyo), até o consumidor final.</p>
<p>Todo mundo quer estar na moda e de alguma forma está ligado a ela querendo ou não. É interessante que através da história da moda percebemos que não é um tema novo (vestir e consumir), então o que este tema apresenta de diferente na contemporaneidade? Esta é uma longa discussão que poderia ser tema de tese de mestrado e doutorado.</p>
<p>Estamos vivendo um mundo de abundância como nunca visto na história da humanidade. O que é produzido e desperdiçado é mais do que suficiente para atender as demandas dos seres humanos (não quero entrar em questões sócio-politica-econômicas), todos sabemos que enquanto uns passam necessidades básicas, outros esbanjam e desperdiçam, o que também faz parte do humano-tão-humano. O fato é que os estudos e pesquisas, tecnologias disponíveis e recursos financeiros disponibilizaram e possibilitaram o acesso de produtos a grande maioria da população. Desta forma, a preocupação das pessoas medianas extrapolam questões objetivas acerca da sobrevivência (comer, vestir, proteger-se) para além do consumo – aquilo que é subjetivo, o desejo.</p>
<p>A constituição subjetiva e inconsciente do sujeito é marcada pelo desejo de desejar, desta forma não há produto que vá satisfazer a um único ser. Ora desejo “isto” e acho que se o tiver serei eternamente feliz, até que quando realizo meu sonho de consumo e percebo que não basta, quero agora “aquilo” pois “aquilo” é o que vai me deixar eternamente feliz. E assim, sucessivamente, sem cessar. Desta forma, o que nos move não são os objetos e sim o desejo de desejar.</p>
<p>O trabalho dos profissionais de criação, incluindo o estilista é de manter esta cadeia desejante em movimento, não podendo fixar-se em um produto, mas na escuta do desejo do outro para transformá-lo em produto ou serviço.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-142" title="consumo" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/04/consumo.jpg" alt="consumo" width="387" height="315" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-144" title="carlosthumbnail1" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/04/carlosthumbnail1.jpg" alt="carlosthumbnail1" width="80" height="80" /></p>
<p>Artigo escrito por Carlos Alberto Alves e Silva. Psicanalista e economista, com pós-graduação em Administração pela USP e Marketing pela ESPM. Tem MBA em Gestão Internacional pela Thunderbird School of Global Management – Arizona – USA e formação nas áreas de Psicologia e Filosofia. email: carlos@imeridiano.com</p>
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