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	<title>Instituto Meridiano &#187; Psicanálise</title>
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		<title>Vítimas do próprio mal! Ressentimento</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 01:20:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Rita Kehl]]></category>
		<category><![CDATA[Melanie Klein]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>Por Carlos Alberto Alves e Silva</p>
<p>Não podemos negar o quanto a relação com o outro nos afeta. As relações humanas são marcadas consciente e inconscientemente, entretanto muitas vezes não nos damos conta o que determinados sentimentos nos provocam e nossa postura diante deles. Shakespeare teve o dom de nomear e expressar nossos sentimentos com muita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-82" title="ressentimento" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/03/ressentimento.jpg" alt="ressentimento" width="450" height="338" /></p>
<p>Por Carlos Alberto Alves e Silva</p>
<p>Não podemos negar o quanto a relação com o outro nos afeta. As relações humanas são marcadas consciente e inconscientemente, entretanto muitas vezes não nos damos conta o que determinados sentimentos nos provocam e nossa postura diante deles. Shakespeare teve o dom de nomear e expressar nossos sentimentos com muita destreza em suas 38 peças, 154 sonetos, 2 poemas e várias poesias e não me parece que o tempo tenha modificado nossos sentimentos da forma com que ele descreveu no século XVI. Nossos sentimentos se mostram sempre ambivalentes: Amor, Ódio, Compaixão, Agressividade, Entusiasmo, Timidez, Alegria, Tristeza, Altruísmo, Ambição, Generosidade, Avareza, Humildade, Vaidade, Inveja….<span id="more-10"></span></p>
<p>Mesmo diante de todos estes sentimentos e muitos outros que considero serem a maior expressão da natureza humana, o Ressentimento é algo que tem me chamado muito a atenção, na clínica e  nas minhas relações. Ressentimento não é sinônimo de raiva, arrependimento ou vingança, mas a impossibilidade de se esquecer ou superar um agravo.</p>
<p>Maria Rita Kehl, em seu livro &#8211; Ressentimento (Editora Casa do Psicólogo) escreve logo na introdução que <em>“ressentir-se significa atribuir a um outro a responsabilidade pelo que nos faz sofrer. Um outro a quem delegamos, em um momento anterior, o poder de decidir por nós, de modo a poder culpá-lo do que venha a fracassar”</em>. Neste caso, o ressentido estabelece uma servidão inconsciente, se demite subjetivamente e não se implica como sujeito do desejo.<br />
<img class="alignnone size-full wp-image-85" title="maria-rita-kehl1" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/03/maria-rita-kehl1.jpg" alt="maria-rita-kehl1" width="156" height="220" /><img class="alignnone size-full wp-image-86" title="ressentimento-livro1" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/03/ressentimento-livro1.jpg" alt="ressentimento-livro1" width="180" height="180" /></p>
<p><em>Maria Rita Kehl e seu livro &#8211; Ressentimento </em></p>
<p>A pessoa ressentida, ao se sentir ofendida, agredida, submetida ao outro, não se manifesta no ato, mas mantém a cena viva remoendo (ruminando) a ofensa repetitivamente. Maria Rita Kehl menciona que o <em>“ressentido <span style="text-decoration: underline;">não</span> é alguém incapaz de se esquecer ou de perdoar; é um que não quer se esquecer, ou que quer não se esquecer, não perdoar, não deixar barato o mal que o vitimou”.</em></p>
<p>É muito interessante o quanto a nossa psique nos rege e que não podemos garantir que uma criança se desenvolva subjetivamente de uma ou outra maneira mesmo que a mãe (pais) tome todas as medidas nos primeiros momentos da vida. O bebê, a criança e posteriormente o adulto podem ter vivido experiências subjetivas que o fizeram assimilar de maneira muito particular. Desta forma, muitas vezes quando fazemos o possível para proporcionar amor, apoio, ajudar  psicológica, financeira e emocionalmente ou de qualquer outra natureza pensando estar fazendo o melhor ao outro, na experiência de quem recebe tudo isso pode ser assimilado não com gratidão, mas sim, como uma dívida que deve ser paga. Cada ajuda adicional no decorrer da vida o faz sentir pior e mais endividado (mais empobrecido). É como se cada ato de afeto e ajuda faça com que aquele que recebe fique mais pobre, desta forma ao invés de demonstrar espontaneamente a gratidão, este se volta contra aquele que oferece algo com muita violência.</p>
<p>Melanie Klein em um de seus principais trabalhos psicanalíticos, Inveja e Gratidão, descreve de maneira clara os processos primitivos dos bebês. As emoções e ansiedades manifestas por mecanismos de projeção e introjeção na relação do seio bom e seio mal &#8211; amor, ódio, fantasias e defesas. Klein descreve as ansiedades persecutórias nos impulsos destrutivos dirigidos a pessoa amada (mãe), que posteriormente na posição depressiva aparece a culpa relativa à destruição dos objetos amados internos e externos. Eu penso que o ressentido fixado na posição esquizo-paranóide se ocupa de uma certa persecutoriedade, como se  houvesse uma conspiração contra si próprio que não o permitisse  sentir  o  amor do outro e  demonstrar  gratidão. Em sua vida mesmo adulta, vive uma reedição das cenas primitivas.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-87" title="melanie-klein" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/03/melanie-klein.jpg" alt="melanie-klein" width="212" height="296" /> <img class="alignnone size-full wp-image-88" title="imago_inveja_gratidao" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/03/imago_inveja_gratidao.jpg" alt="imago_inveja_gratidao" width="150" height="219" /></p>
<p><em>Melanie Klein e um de seus principais trabalhos psicanalíticos &#8211; Inveja e Gratidão</em></p>
<p>Um adulto que demonstra constantemente ressentimentos é como se fosse uma vítima e Maria Rita Kehl descreve muito bem os ganhos subjetivos deste. <em>“Talvez seja possível afirmar que o derrotado só se torna um ressentido quando ele deixa de se identificar como derrotado e passa a se identificar como vítima, sobretudo de vítima inocente de um vencedor que, nesses termos, passa a ocupar o lugar de culpado. É no lugar da vítima que se instala o ressentido, cujas queixas e acusações silenciosamente a um outro funcionam para reassegurar sua inocência e para manter sua passividade. A manutenção ativa do ressentimento faz par com a posição passiva que ele ocupa diante do Outro; com isso, a suposta vítima obtém o ganho secundário de desincumbir-se moralmente de qualquer responsabilidade pela situação que o ofendeu”</em>.</p>
<p>O ressentido se sente no direito de reclamar o tempo todo e se isenta de qualquer responsabilidade do que acontece na sua vida. Tudo de mal que acontece ou aconteceu na sua vida é de responsabilidade dos outros, por ter sido injustiçado ou por ter sido tratado de maneira desprivilegiada, desta forma, ao invés de tomar cabo de sua vida, se ocupa de uma vitimização pueril.</p>
<p>Maria Rita continua: <em>“O ressentimento seria, neste caso, o avesso do arrependimento; é uma cobrança indireta de um bem cedido ao outro por submissão ou covardia. Instalado no lugar de queixoso, o ressentido não se arrepende: acusa. Sua reivindicação não é clara: ele não luta para recuperar aquilo que cedeu e sim para que o outro reconheça o mal que lhe fez. No entanto, não espera obter reparação: o que ele quer é uma espécie de vingança. Uma vingança imaginária, escreve Nietzche. Uma vingança sempre adiada, que ele prefere gozar na fantasia a executar.</em></p>
<p>Acho particularmente esclarecedor quando ela diz que não devemos confundir o ressentimento com as expressões de mágoa e da raiva. A mágoa, como Kehl define, é a dor de uma ferida narcísica que ainda não deixou de sangrar. Desta forma o ressentido é aquele que renuncia a seu desejo em nome da submissão a um outro (identificado desde seu lugar do superego), mas depois vem cobrar, insistentemente, pelo desejo negado. Ele não se arrepende &#8211; ele acusa. “O vingativo que não e vinga, que espera ser ressarcido pela justiça divina sem se implicar com seu desejo de vingança está condenado ao ressentimento”.</p>
<p>Jurandir da Costa Freire, Psiquiatra e Psicanalista, em uma de suas palestras organizadas pelo CEP &#8211; Centro de Estudos Psicanalíticos, proferiu sobre o tema da pueridade, sintoma apresentado por pacientes não somente na sua clínica, mas também nas nossas,  cuja  pessoa  assume uma posição de vitima infantil frente as questões do mundo adulto. Acredito que ambos os temas ressentimento e pueridade  são  correlatos e podem ser abordados conjuntamente pela psicanálise, embora nem Freud nem seus seguidores abordaram como Maria Rita Kehl e Jurandir Freire. Sigmund Freud em Estudos sobre histeria (1893-1895)  nomina  ressentimento como “covardia moral” no caso “Miss Lucy R.”.</p>
<p>É muito difícil lidar com o ressentimento do outro, uma vez que este se mostra sempre ético, correto e legítimo na sua posição de vítima inocente de uma injustiça, uma ofensa, um complô a qual somos responsabilizados, entretanto o ressentido não pode ser ético e suas reclamações não podem ser legitimadas uma vez que ele se demite subjetivamente não se responsabilizando por suas escolhas. O ressentido sempre encontra uma forma de demonstrar que está coberto de razões através de suas desculpas verdadeiras e atrai simpatizantes por demonstrar uma superioridade moral inquestionável.</p>
<p>Todos nós ainda vamos nos sentir culpados diante do silêncio acusador dos ressentidos que nos rondam.</p>
<p>Quero encerrar este texto com uma música de Nelson Cavaquinho, Alcides Caminha e Guilherme de Brito que ouvi na voz de Beth Carvalho &#8211; A Flor e o Espinho.</p>
<p><em> </em></p>
<p><strong><em>A Flor e o Espinho</em></strong></p>
<p><em>Tire o seu sorriso do caminho</em><em><br />
</em><em>Que eu quero passar com a minha dor</em><em></em><br />
<em></em><em>Hoje pra você eu sou espinho</em><em><br />
</em><em>Espinho não machuca a flor</em><em><br />
</em><em>Eu só errei quando juntei minh’alma a sua</em><em><br />
</em><em>O sol não pode viver perto da lua</em><em></em></p>
<p><em></em><em>Tire o seu sorriso do caminho</em><em><br />
</em><em>Que eu quero passar com a minha dor</em><em></em></p>
<p><em></em><em>Hoje pra você eu sou espinho</em><em><br />
</em><em>Espinho não machuca a flor</em><em><br />
</em><em>Eu só errei quando juntei minh’alma a sua</em><em><br />
</em><em>O sol não pode viver perto da lua</em><em></em></p>
<p><em></em><em>E no espelho que eu vejo a minha magoa</em><em><br />
</em><em>E minha dor e os meus olhos rasos d’água</em><em></em></p>
<p><em></em><em>Eu na sua vida já fui uma flor</em><em><br />
</em><em>Hoje sou espinho em seu amor</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-14035" title="ressentimento" src="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2009/03/ressentimento.bmp" alt="ressentimento" /></p>
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		<title>Fui almoçar com 2 blackberries e um estranho</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 02:57:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[Winnicott]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>Outro dia escrevi sobre a agradável experiência de trazer a atmosfera do almoço de sexta-feira para as quartas-feiras (thanks god it’s Wednesday!). Hoje decidi partilhar uma outra experiência que  me fez refletir sobre a frustração de almoçar sozinho mesmo na companhia de alguém.</p>
<p>Uma amiga me ligou e me convidou para almoçar e seu entusiasmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="file:///Users/Carlos/Desktop/00three_blackberry_amigos.jpg" alt=""><img alt="" /><img class="alignnone size-full wp-image-63" title="3_blackberry_amigos2" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/03/3_blackberry_amigos2.jpg" alt="3_blackberry_amigos2" width="450" height="302" /></img></p>
<p>Outro dia escrevi sobre a agradável experiência de trazer a atmosfera do almoço de sexta-feira para as quartas-feiras (thanks god it’s Wednesday!). Hoje decidi partilhar uma outra experiência que  me fez refletir sobre a frustração de almoçar sozinho mesmo na companhia de alguém.</p>
<p>Uma amiga me ligou e me convidou para almoçar e seu entusiasmo me contagiou. Era uma quarta-feira e eu estava disposto a repetir meu “happy Wednesday”.</p>
<p>Minha amiga insistiu muito para que eu fosse, dizendo que gostaria de me apresentar pessoas incríveis, animadas, que tinham tudo a ver comigo. Eu larguei tudo o que estava fazendo e fui ao grande encontro. Quando cheguei ao local pensei ter errado o restaurante, pois não os localizei no primeiro momento. Era um restaurante japonês com grandes divisórias entre as mesas que eram super, hiper baixas e todos nós, sentados quase no chão, com as pernas cruzadas ou entrelaçadas.</p>
<p><span id="more-58"></span>Não parecia um ambiente muito animado, pois estavam em silêncio, mas cheguei com tamanha empolgação que pensei ter interrompido a concentração. Cumprimentei minha amiga e me apresentei aos demais. Não precisei perguntar qual era o assunto, pois não me pareceu ter alguma coisa relevante ou escrachada em discussão.</p>
<p>Estavam todos tão envolvidos com seus brinquedinhos – celulares e blackberries – que nem perceberam o que eu pedi para comer ou beber. Tentei propor um assunto para discussão, entretanto as respostas eram vagas e sempre interrompidas: “Sorry, mas esta ligação eu tenho que responder”; olhando para tela do blackberry um deles balbucia: “Eu já passei três mensagens e este povo não responde”; “Oi, como vai? Eu estou almoçando, mas logo retorno”.</p>
<p>Por alguns instantes pensei o que eu estava fazendo lá, mas decidi não me frustrar e observar o comportamento de cada um cavoucando seu blackberry ou fazendo ligações como se estivessem comprando e vendendo uma empresa na Turquia.</p>
<p>Já li muito sobre o impacto dos blackberries, PDA, palm top, iphone, laptops, pagers, celulares na vida dos executivos. Em 2006 uma renomada empresa internacional de recrutamento de executivos, Korn &amp; Ferry fez um estudo com 2,3 mil executivos pesquisados em 75 países e concluiu que quatro, em cada cinco executivos no mundo, estão permanentemente conectados ao trabalho por meio de aparelhos móveis.</p>
<p>Vício ou virtude? Enquanto muitos criticam dizendo que a tecnologia digital e móvel acentuou os vícios no trabalho (workaholic – palavra em inglês originada de alcoolholic (alcoólatra) para designar pessoas viciadas em trabalho), autismo, atitude anti-social; por outro lado temos os defensores de que a qualidade de vida do executivo melhorou muito, possibilitando-o mais mobilidade, por exemplo, estar com a família sem se desconectar.</p>
<p>Este é o ponto de minha discussão: estar com…. sem se desconectar.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-64" title="babyblackberry" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/03/babyblackberry.jpg" alt="babyblackberry" width="450" height="299" /></p>
<p>Para o psicanalista Inglês Donald Winnicott: “Assim, a base da capacidade de ficar só é um paradoxo; é a capacidade de ficar só quando mais alguém está presente”. O trabalho de Winnicott me reporta a atitude das crianças enquanto estão brincando na presença da mãe. Algumas necessitam o tempo todo de atenção e ficam sempre inquietas mostrando o que estão fazendo, enquanto outras brincam quietinhas e de vez em quando, olham para assegurar se a mãe está presente. Este processo implicará no amadurecimento psíquico-emocional do indivíduo.</p>
<p>A impressão que eu tenho das pessoas que não podem prescindir de seus eletrônicos, é que não desenvolveram a capacidade de ficar só e não conseguem também estar na presença do outro para uma relação amadurecida, desta forma necessitam sempre estar conectadas, mostrando que estão fazendo algo de muito importante. Talvez precisem mostrar que são importantes, para alguém.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-65" title="blackberryandme" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/03/blackberryandme.bmp" alt="blackberryandme" /></p>
<p>Por Carlos Silva</p>
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		<title>Homem de Salto Alto</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 23:34:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Fetiche]]></category>
		<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>Sabemos que muitas mulheres adoram usar salto alto e assistindo o filme “Sex and the City” confirmamos ainda mais a devoção das mulheres por sapatos.</p>
<p>Entretanto, gostaria que cada um de vocês se imaginassem em um aeroporto esperando por seu vôo. O ambiente parece totalmente entediante, entretanto, se entre um vôo e outro você percebesse um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="model in high heels" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/07/vogboys10.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-124" title="brucedarnellpro71" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/07/brucedarnellpro71.jpg" alt="brucedarnellpro71" width="303" height="404" /></a></p>
<p>Sabemos que muitas mulheres adoram usar salto alto e assistindo o filme “Sex and the City” confirmamos ainda mais a devoção das mulheres por sapatos.</p>
<p>Entretanto, gostaria que cada um de vocês se imaginassem em um aeroporto esperando por seu vôo. O ambiente parece totalmente entediante, entretanto, se entre um vôo e outro você percebesse um burburinho e fosse checar. Qual seria a sua reação de ver um grande homem, com pernas cabeludas usando salto altos (high heels) e desfilando sobre azulejos retirados do teto de uma sala no aeroporto.</p>
<p>A cena que parece surreal foi testemunhada por muitos através de câmeras de segurança que flagraram um ritual que se repetia de um cidadão inglês. Ele carregava seus sapatos femininos com saltos de invejar qualquer mulher e os usava para minutos de prazer sobre uma <a style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;" onclick="hwClick12501821451272(1930359956);return false;" onmouseover="hw12501821451272(event, this, '1930359956'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " href="http://www.fashionbubbles2.com/2008/homem-de-salto-alto/#">passarela</a> imaginária da qual se utilizava a despeito dos que ali passavam, segundo o site da <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/07/080716_fetiche_saltoalto_pu.shtml" target="_blank">BBC Brasil</a>.</p>
<p><span id="more-71"></span>Triste fim daquele que divertia a platéia curiosa no aeroporto mais movimentado do mundo; acabou por desfilar atrás das grades. A pergunta que não quer calar é reflexo da curiosidade do fetiche que este sujeito tinha com relação ao objeto – sapatos de salto alto.</p>
<p>Segundo o dicionário de psicanálise de Elisabeth Roudinesco e Michel Plon, <em>“o termo fetichismo foi criado por volta de 1750, a partir da palavra fetiche (derivada do português feitiço: sortilégio, artifício), retomada em 1887 pelo psicólogo francês Alfred Binet (1857-1911) e, mais tarde, retomado pelos fundadores da sexologia, para designar quer uma atitude da vida sexual normal, que consiste em privilegiar uma parte do corpo do parceiro, quer uma perversão sexual (ou fetichismo patológico), caracterizada pelo fato de uma das partes do corpo (pé, boca, seio, cabelos) ou objetos relacionados com o corpo (sapatos, chapéus, tecidos, etc.) serem tomados como objetos exclusivos de uma excitação ou um ato sexuais.</em></p>
<p><em>Já em 1905, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sigmund_Freud" target="_blank">Sigmund Freud</a> atualizou o termo, primeiro para designar uma perversão sexual, caracterizada pelo fato de uma parte do corpo ou um objeto serem escolhidos como substitutos de uma pessoa, depois para definir uma escolha perversa, em virtude da qual o objeto amoroso (partes do corpo ou objetos relacionados com o corpo) funciona para o sujeito como substituto de um falo atribuído a mulher e cuja ausência é recusada por uma renegação”.</em></p>
<p>É interessante nossa reação diante do inusitado. Quem imaginaria que um cidadão  <a style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;" onclick="hwClick6264735300272(1930359956);return false;" onmouseover="hw6264735300272(event, this, '1930359956'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " href="http://www.fashionbubbles2.com/2008/homem-de-salto-alto/#">masculino</a> iria levar consigo sapatos de salto alto ao seu ambiente de trabalho – um aeroporto internacional – onde iria se trocar, arrancar azulejos do teto e colocar no chão para criar um ambiente para que o mesmo podesse desfilar e saciar seu desejo através de um fetiche – o de usar sapato feminino de salto alto.</p>
<p>Ao mesmo tempo que nos parece loucura ou insanidade, há uma racionalização que o levou a planejar tudo e organizar-se. Sua exposição foi tamanha que o levou a ser preso, fato que ele nem imaginava.</p>
<p>O fetiche segundo o pai da psicanálise (Sigmund Freud) é “tornar-se o símbolo de triunfo sobre a ameaça de castração e serve de proteção contra ela”. Desta forma, o cidadão fetichista de salto alto não acreditava poder ser impedido de realizar seu desejo. Todos nós temos desejos inconscientes e que muitas vezes é bom que não sejam expostos de maneira desmedida, pois, somos seres castrados e não podemos tudo. Negar a castração é acreditar que podemos tudo e que nunca seremos punidos pela realização de todo e qualquer manifestação de desejo.</p>
<p>Este tema é polêmico e vai da psicanálise ao direito, passando pela antropologia, filosofia, religião, psiquiatria e literatura. Não poderia ficar longe da moda que oferece uma variedade de opções e objetos, ora de sapatos a tecidos aos fetichistas de plantão.</p>
<p><a title="men in high heels" href="http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/07/brucedarnellpro7.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-125" title="vogboys101" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2008/07/vogboys101.jpg" alt="vogboys101" width="335" height="450" /></a></p>
<p>Leia a matéria publicada pela <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/07/080716_fetiche_saltoalto_pu.shtml" target="_blank">BBC Brasil</a>. (Fetiche sexual por salto alto rende prisão a britânico)</p>
<p>Por Carlos Silva.</p>
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		<title>Confraria da Filosofia &#8211; Entrevista TV Ideal</title>
		<link>http://www.institutomeridiano.com/comportamento/155/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Jan 2008 03:04:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Add new tag]]></category>
		<category><![CDATA[Confraria]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>Na sexta feira, 14 de dezembro de 2007, foi ao ar o programa Confraria Ideal em que o eu (Carlos Silva), Edgard Almeida, Denise Pitta e Humberto Karan fomos entrevistados pela Mona Dorf. Fomos convidados para falar do nosso grupo de discussão filosófica cujo objetivo é debater questões polêmicas a partir das experiências contemporâneas.</p>
<p>Mas o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-157" title="fashion-bubbles-ideal1" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/05/fashion-bubbles-ideal1-300x154.jpg" alt="fashion-bubbles-ideal1" width="300" height="154" /></p>
<p>Na sexta feira, 14 de dezembro de 2007, foi ao ar o programa Confraria Ideal em que o eu (Carlos Silva), Edgard Almeida, Denise Pitta e Humberto Karan fomos entrevistados pela Mona Dorf. Fomos convidados para falar do nosso grupo de discussão filosófica cujo objetivo é debater questões polêmicas a partir das experiências contemporâneas.</p>
<p>Mas o que executivos do mercado financeiro e uma estilista têm a ver com filosofia?? Em que a filosofia pode nos ajudar em nossos desafios pessoais e profissionais??</p>
<p>Nosso objetivo com o grupo é expandir nossos conhecimentos explorando saberes que tangenciam a Filosofia, a Antropologia, a Psicanálise, a Arte e a Literatura. Procurando um meio termo entre o rigor da academia e a conversa informal, discutimos temas filosóficos sob diferentes perspectivas a partir de leituras, filmes, experiências pessoais dos integrantes do grupo e apresentações conduzidas por um facilitador do próprio grupo.</p>
<p>O programa foi um convite a nós, participantes, pensarmos sobre nossa experiência. A Confraria Ideal nos mostrou como executivos do mercado estão se organizando de alguma forma para atender aos seus interesses pessoais – lúdicos, culturais, intelectuais, aventureiros &#8211; e que quando compartilhadas refletem os anseios de muitos que estão “à parte” e que desejam de alguma forma “fazer parte”.</p>
<p>Há um certo mito com relação aos grupos (confrarias). O de dentro e o de fora – Quem participa e quem gostaria de participar – Qual o grande segredo: o que se passa naquele momento e lugar? Diante das câmeras, discutimos sobre algumas dúvidas que muita gente tinha com relação ao nosso grupo e que nós mesmos não havíamos sequer nos questionado. O resultado foi uma grande reflexão sobre a importância da reflexão filosófica na vida dos não-filósofos!</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-158" title="fashion-bubbles-ideal2" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/05/fashion-bubbles-ideal2-300x250.jpg" alt="fashion-bubbles-ideal2" width="300" height="250" /></p>
<p>A entrevista no Confraria Ideal foi fascinante! O Fashion Bubbles é um veículo que nos proporciona dividir muito de nossas vidas, experiências, imaginário e opiniões, mas a entrevista com a Mona Dorf foi uma experiência surpreendente para desnudar as personas e avatares de cada um de nós no universo virtual.</p>
<p>Veja um trecho da entrevista no site do Canal Ideal.</p>
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<p><img class="alignnone size-full wp-image-159" title="carlosthumbnail" src="http://www.institutomeridiano.com/wp-content/uploads/2009/05/carlosthumbnail.jpg" alt="carlosthumbnail" width="80" height="80" /></p>
<p>Artigo escrito por Carlos Alberto Alves e Silva. Psicanalista e economista, com pós-graduação em Administração pela USP e Marketing pela ESPM. Tem MBA em Gestão Internacional pela Thunderbird School of Global Management – Arizona – USA e formação nas áreas de Psicologia e Filosofia. email: carlos@imeridiano.com</p>
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